Futebol brasileiro é sinônimo de ritmo. Quando se encaixa, dá samba. O povo se une, desfaz a cara emburrada com a Seleção. Copa do Mundo faz parte da cultura do país. Dizia Nelson Rodrigues que a Seleção é a pátria de chuteiras.
+ Leia mais notícias de Cultura em Oeste
Receba nossas atualizações
Quando o craque faz gol, tem dancinha. O povo canta. E comemora com uma cervejinha. Nestes tempos em que tudo isso precisa ser resgatado, a propaganda se tornou a alma do negócio.
Resgatar a “velha” Seleção Brasileira passa por trazer para agora o Brasil dos anos 1960, da bola rolando na rua, dos bares batucando até de madrugada, da convivência popular a céu aberto. Misturá-lo aos smartphones, à internet e às telas de LED e encontrar uma solução.
Cauby está de volta às telas brasileiras no comercial da Brahma junto com a imagem do futebol como o ponto de união. Da gente que bate uma bola com um papel de jornal amassado enquanto se projeta na Seleção na Copa.
Tamanco e chuteira ganham funções similares. A chuteira, no drible e no chute para o gol. O tamanco, no samba, naquele estalo de batida com o pé, que dá o andamento da canção.
Nascido em Niterói em 1931, Cauby Peixoto, nos anos 1960, interpretou Tamanco no Samba, composta por Orlandivo (que também a cantou) e Hélton Menezes.
Ele queria se inserir naquele Brasil da bossa nova, do samba-canção e do futebol que acabara de ser bicampeão mundial.
Estava de volta ao país para se firmar no gosto popular, depois de um período nos Estados Unidos, onde se consagrou, com seu estilo, como um crooner de padrão internacional.
Era comparado aos grandes intérpretes norte-americanos da época Frank Sinatra, Tony Bennett e Bing Crosby.
E arriscou, com aquele tom aveludado, o cantarolar do samba blim blim blaum, ao imitar a percussão na voz. Ficou bonito, moderno e brasileiro.
Lançada no álbum Tudo Lembra Você, a gravação ajudou a levar a música para um público mais amplo e reaproximou Cauby do Brasil. Ela é o tema do atual comercial.
Mais de seis décadas depois, a música reaparece em um momento que a Seleção precisa voltar aos braços do povo. Pelo menos ele quer isso.
Cauby de volta para a Copa do Mundo
No fim da peça, como um estrangeiro que vê tudo de fora, Ancelotti dá o conselho de que é permitido voltar a acreditar.
Leia mais: “Steven Spielberg reencontra os alienígenas em ‘Dia D'”
Cauby voltou agora para lembrar de um período em que futebol, música popular e convivência cotidiana andavam no mesmo compasso.
Dez anos depois de sua morte, o cantor novamente se reaproxima do Brasil. Para tentar trazer de volta a alegria e a Seleção.






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.