Aplicativos de fila digital crescem durante a pandemia

Os programas foram criados para evitar espera nos estabelecimentos durante período de isolamento
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Foto: Divulgação/ 
Flickr
Foto: Divulgação/ Flickr

Ficar em pé, esperando durante horas para comprar ingressos para ir a eventos ou até mesmo conseguir uma mesa em um restaurante badalado pode se tornar um problema para quem sai de casa, principalmente em grandes cidades como São Paulo. Com a pandemia e a recomendação para evitar aglomerações, a situação ficou ainda mais complicada.

Para solucionar a situação das longas filas de espera, foram criados aplicativos que oferecem filas digitais. A empresa Whyline criou um app desse tipo. A plataforma argentina, comprada pela companhia de identificação biométrica Clear, mantém os usuários atualizados sobre o tempo de espera que ainda falta para serem atendidos e avisa quando precisam comparecer ao local.

A Whyline já está sendo usada em bancos e lojas de varejo da América Latina e presta serviço ao Aeroporto Internacional de Los Angeles, nos EUA.

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“Da mesma forma que você faz uma reserva em um restaurante, o software Whyline espera por você nos bancos e aeroportos”, afirmou o presidente da Clear, Caryn Seidman-Becker, ao portal de notícias CNBC.

Outro exemplo de aplicativo criado durante a pandemia para diminuir as longas filas foi o Safe Queue. A plataforma oferece uma tecnologia para inserir o consumidor automaticamente em uma fila virtual caso ele esteja perto de uma loja de seu interesse. Ao chegar próximo do momento de ser atendida, a pessoa é avisada pelo app.

Aqui no Brasil, serviços de compra de ingressos on-line também são usados para evitar a espera para entrar em museus, por exemplo. No Museu da Língua Portuguesa, no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu do Futebol, as pessoas só podem comprar os ingressos com hora marcada, o que evita aglomerações e promove uma experiência mais agradável ao visitante.

Com informações do site Axios 

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1 comentário Ver comentários

  1. Demorou!

    Isso precisa chegar também aos órgãos públicos. O gov fed, por exemplo, poderia produzir uma plataforma simples e padronizada, e disponibilizar para qualquer empresa que se interesse em prestar “serviço de fila”.

    Clínicas, Consultórios, Laboratórios, Concessionárias de Energia, Água, Gás, Secretarias de Fazendo (IPTU, etc.), de Obras, Hospitais, Postos de Vacinação, Restaurantes, Lanchonetes, Bancos…

    Há alguns anos eu cheguei a cogitar sobre como isso poderia ser implementado. Segue um resumo (grátis).

    As organizações que fazem atendimento por fila fazem convênio com a prestadora de serviço de fila, informando quantos clientes aceita na fila física e lhe mantêm atualizada com as senhas emitidas e as senhas chamadas. Esse processo pode ser totalmente automatizado, semi-automatizado, ou pessoalmente por um funcionário via App da prestadora de serviço, de acordo com os recursos da organização que faz atendimento. O cliente, depois de obter sua senha (presencialmente ou remotamente – telefone, site da empresa, etc.), entra no site ou no App da empresa que presta o serviço de fila, localiza a empresa em que possui senha para atendimento e pede para ser notificado via App da prestadora de serviço. Instala o App da prestadora de serviço de fila, se ainda não o possuir. O cliente espera onde bem desejar (no seu carro, em sua residência ou nas imediações do atendimento) e só se aproxima da fila física quando for notificado, sem precisar ficar olhando um painel de chamada em uma sala de espera, muitas vezes desconfortável ou de alto risco. O App, ao invés de notificar, pode implementar um painel virtual espelhando o painel real de chamadas para atendimento, ou fazer as duas coisas.

    Outra maneira, ainda mais simples, é operacionalizar, no site ou App da prestadora de serviço de fila, uma foto atualizada do painel real da organização de atendimento, cada vez que esse painel mudar. A prestadora cede os recursos técnicos (câmera e conexão GPRS) para a empresa de atendimento enviar essa imagem simples a partir de suas instalações, via internet.

    Esse modo é tão simples que uma organização que possa implementar uma rede WiFi exclusiva e de boa cobertura, pode, com meios próprios, informar seus clientes logados nessa intranet sobre o estado da fila. Para isso, ao receber a senha ordenada o cliente poderá receber também a password do WiFi. A senha do WiFi deve ser trocada antes de iniciar o atendimento e a cada dia. Na rede WiFi, um servidor minimalista disponibiliza a imagem do painel em uma página acessível por http. O cliente pode esperar em qualquer local nas proximidades do atendimento, onde ainda mantiver acesso ao WiFi da organização – uma lanchonete, um banheiro, um jardim, uma outra sala de espera, em um outro atendimento iniciado primeiro, etc.

    São linhas gerais que ainda precisam ser desenvolvidas e postas à prova na prática.

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