Brasil lança a primeira bateria de nióbio para carros elétricos

Menos tempo de recarga e maior autonomia beneficiam os veículos  
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A Volkswagen é responsável por implantar baterias de nióbio em ônibus elétricos
A Volkswagen é responsável por implantar baterias de nióbio em ônibus elétricos | Foto: Reprodução/Unsplash

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) e a CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração) fizeram um acordo para desenvolver e produzir baterias de nióbio para veículos elétricos. Com elas, os automóveis serão recarregados em menos de dez minutos e terão maior autonomia. 

A solução pode colocar o Brasil em posição de destaque no segmento ao unir a CBMM, empresa que trabalha no desenvolvimento de novas tecnologias com nióbio, e a Volkswagen, responsável pelo funcionamento dessas baterias em cada veículo. O projeto é resultado de mais de três anos de pesquisa em parceria com a Toshiba, no Japão.

Características das baterias com nióbio

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O nióbio é um metal usado para dar liga e resistência ao aço, muito utilizado na indústria para a produção de supercondutores — canais que conduzem eletricidade sem resistência. As baterias de lítio tradicionais apresentam um polo negativo chamado ânodo, que usa o carbono para transferir energia. Nas que serão desenvolvidas pela VWCO e pela CBMM, o carbono será trocado por óxido de nióbio, o que aumenta a transferência de eletricidade, reduz o tempo de recarga e proporciona maior segurança e durabilidade para as células das baterias.

Período de testes

Segundo a Volkswagen, o material será usado inicialmente nos ônibus elétricos produzidos pela própria empresa, já que esses veículos maiores contam com trajetos preestabelecidos e necessitam de carregamento rápido. A Toshiba já atua no desenvolvimento das novas células de bateria, ou seja, das pilhas, que devem ficar prontas neste ano.

Por sua vez, a Volkswagen começará os testes em 2022 e prevê que um modelo funcional de veículo elétrico equipado com baterias de nióbio esteja pronto até o final do ano que vem. Durante esse período, a VWCO vai analisar os dados e conduzir os estudos da aplicação nos veículos. A empresa também é responsável pela infraestrutura de recarga, preparação de motoristas e pelas orientações de segurança.

Utilização do nióbio em veículos particulares 

Inicialmente, as pesquisas são focadas em veículos comerciais. Entretanto, é possível que o nióbio seja utilizado futuramente para compor células de baterias destinadas a carros particulares.

Leia também: “Em Campinas, Bolsonaro abre 1ª Feira Brasileira do Nióbio: ‘A gente começa a acreditar no Brasil’”

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10 comentários Ver comentários

  1. Solução muito mais barata e ecológica eram os “Trolley-bus” que existiam ao menos na cidade de São Paulo. Ônibus urbano têm uma linha delimitada, conhecida, muito fácil de se colocar alimentação elétrica sem a necessidade de baterias.
    Passivo ambiental das baterias = economia em tempo de pandemia. A gente vê depois…

  2. Se não fosse nosso presidente Bolsonaro isso nunca teria acontecido ,porque governos de esquerda só querem a destruição e o controle da população nunca o contrário .

  3. Que Deus continue iluminando os nossos cientistas e todos que estão empenhados nesse projeto e não deixando de lado o nosso CAPITÃO J.M.B.

  4. O PR tinha razão talvez fiquemos referência nessa tecnologia. Não fosse a ignorância de muitos e a pequenez de poucos seríamos uma grande nação.

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