A fita cassete surgiu em 1962 e se tornou muito popular nos anos 1970 e 1980. Numa época em que as músicas eram vendidas em discos, o cassete permitiu que o usuário registrasse suas seleções musicais de forma barata e acessível. Possibilitava também que a música fosse levada pelo usuário em players como o walkman. Mas tinha problemas técnicos. A fita ficava presa no interior da caixinha, invadia o interior dos gravadores, e precisava de uma caneta para ser desenrolada. Virou objeto de museu.
Uma equipe de cientistas de Shenzhen, sul da China, desenvolveu um novo tipo de cassete que não funciona à base de fita magnética, mas usa DNA para preservar informação. Se a fita cassete tradicional tinha geralmente 60 minutos de capacidade, esta nova versão pode armazenar 36 petabytes de informação. O equivalente aproximado a sete bilhões de músicas. Ao invés de registrar os dados em zeros e uns, como nas mídias digitais, usa as quatro bases do DNA: adenina, guanina, citosina e timina.
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Segundo reportagem do jornal britânico The Time, essa capacidade tem relação com a enorme densidade de informação do DNA. Para se ter uma ideia, uma única célula humana tem DNA suficiente para armazenar 1,5 gigabytes de dados – cerca de dois CDs. Uma única grama de “DNA tem a capacidade de 450 exabytes, ou o equivalente a 1,8 bilhões de smartphones”.
Essa tecnologia não vai estar disponível ao grande público tão já. O processo ainda é muito caro. Mas, como aconteceu com as fitas cassete convencionais, pode baratear rapidamente.









































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