A China iniciou neste mês a operação de veículos de patrulha totalmente automatizados. Os carros contam com sistemas de inteligência artificial. Eles circulam 24 horas por dia e fazem reconhecimento facial. Do mesmo modo, operam câmeras de 360 graus com sensores de bordo capazes de identificar pessoas foragidas da Justiça.
A patrulha inteligente detecta ainda placas adulteradas e diferentes tipos de infrações de trânsito ou riscos à segurança pública. A iniciativa representa mais um avanço do país rumo ao policiamento urbano autônomo em larga escala.
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China: controle de tráfego e prevenção de acidentes
Os veículos circulam de forma independente e enviam alertas em tempo real para as centrais de comando. O sistema combina análise automática de imagens, detecção de comportamentos suspeitos e cruzamento imediato com bancos de dados governamentais. Em áreas de grande fluxo, os carros auxiliam do mesmo modo no controle de tráfego e na prevenção de acidentes.
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Embora a China lidere o desenvolvimento dessa tecnologia, iniciativas semelhantes já surgem em outras partes do mundo. Cidades nos Emirados Árabes Unidos começaram a testar robôs-patrulha em centros comerciais, equipados com câmeras térmicas e softwares de identificação de pessoas procuradas. Em Cingapura, veículos autônomos fazem rondas em parques e áreas residenciais para detectar comportamentos irregulares, como estacionamento ilegal ou aglomerações fora de horários permitidos.
Nos Estados Unidos, departamentos de polícia passaram a utilizar unidades semiautônomas em perímetros de aeroportos e estacionamentos. Esses dispositivos, semelhantes a pequenos veículos elétricos, monitoram áreas amplas e enviam alertas automáticos quando identificam movimentos atípicos. Ainda que operem com supervisão humana, representam o mesmo movimento global de digitalização das rotinas de segurança.
Especialistas afirmam que o emprego de algoritmos em patrulhamento tende a crescer, impulsionado por redução de custos e maior capacidade de resposta. No entanto, organizações de direitos civis alertam para riscos associados à vigilância permanente, como falhas de identificação e uso indevido de dados sensíveis.
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Bota um desses na Favela Paraisópolis que a roda com pneus some na primeira noite….
Minha opinião sobre isso é que tecnologias autônomas de policiamento — embora vendidas como “eficiência”, “segurança” e “inovação” — representam um perigo concreto para as liberdades fundamentais. Elas transformam o Estado numa máquina de vigilância contínua, de controle social e de limitação da própria dignidade e autonomia das pessoas. Principalmente em países totalitários, como a China!