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Spotify, Neil Young e um podcast sobre vacinas; entenda a polêmica

Serviço de streaming não cedeu a pressões e manteve programa que, entre outros assuntos, propõe o debate sobre a pandemia
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O humorista Joe Rogan, durante a apresentação de seu <i>podcast</i> | Foto: Reprodução/YouTube
O humorista Joe Rogan, durante a apresentação de seu podcast | Foto: Reprodução/YouTube

Apesar das pressões de esquerdistas, o serviço de streaming Spotify não recuou e manteve no ar um podcast que, entre outros assuntos, propõe o debate sobre vacinas anticovid-19. Dirigida pelo humorista Joe Rogan, a atração é sucesso de audiência no Spotify, rendendo um contrato de US$ 100 milhões a Rogan.

Tudo começou na semana passada, quando o músico Neil Young divulgou uma carta endereçada a seu empresário e à gravadora Warner Music Group. Na papelada, o cantor exige que as músicas dele saiam do Spotify. O motivo: Joe Rogan espalha “fake news” sobre os imunizantes contra o novo coronavírus.

“O Spotify tornou-se lar de desinformação sobre a covid, ameaçando vidas”, atacou Neil Young. “Mentiras sendo vendidas por dinheiro.” Um episódio do podcast que incomodou Young foi o 1.757. Publicado em dezembro do ano passado, o programa convidou o médico virologista Robert Malone.

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Na atração, Malone se posicionou contra a vacinação obrigatória. O médico sustenta ser o criador da tecnologia de mRNA das vacinas, tese não aceita por parte da comunidade científica. Em outros episódios, Joe Rogan se manifestou a favor do tratamento precoce para a covid-19 e contra a vacinação de jovens.

Decisão do Spotify

Na quarta-feira 26, o Spotify atendeu ao pedido do cantor Neil Young e retirou todas as músicas dele da plataforma de streaming. “Lamentamos a decisão de Neil de remover sua música do Spotify, mas esperamos recebê-lo de volta em breve”, informou a plataforma, em comunicado divulgado à imprensa.

Depois da decisão, Young atacou o serviço de streaming por manter Joe Rogan no quadro de atrações. Isso porque o Spotify foi responsável por 60% do streaming de sua música para ouvintes em todo o mundo, segundo o músico. “A remoção é uma grande perda para minha gravadora”, declarou ele.

Leia também: “O tabu sobre as vacinas”, reportagem publicada na Edição 96 da Revista Oeste

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19 comentários Ver comentários

  1. Não sou assinante do Spotify, mas estão de parabéns pela atitude!!! Basta de cancelamento nas redes e dessa ditadura disfarçada de democracia!!!!

  2. Assisti as 3 horas de entrevista do Dr. Malone, no programa do Joe Hogan. Crystian, seu texto foi bom, mas você mesmo poderia ter assistido a entrevista antes de escrever (ou replicar) a história de que “parte da comunidade científica não aceita” que Dr. Malone não fez parte da descoberta da vacina com tecnologia RNA. Primeiro, Dr. Malone nunca se diz antivacina, ele mesmo afirmou que tomou a vacina da tecnologia que ele trabalhou. Segundo, ele apontou as qualificações que ele tinha para falar sobre o assunto (ao contrário de muitos “especialistas” que aparecem no noticiário). Poderia escrever muito mais, contudo o que me chamou a atenção é que, apesar de ele não ter nada a ganhar com isso (ao contrário, ser perseguido por todos os lados), ele se recusou a ficar quieto em relação a como esta pandemia foi tratada pelo mundo. A única coisa que ele pediu é que se travasse um debate honesto, mostrando para a população os benefícios e possíveis riscos de tudo o que se estava sendo feito. Mas até propor isso já é considerado em crime de livre-pensar (1984 em ação).

    1. Caro Maurício, obrigado pela leitura e pelo comentário. Como você, acompanho o trabalho do doutor Malone. Mas lembro que a notícia trata da polêmica envolvendo o Spotify, e não do doutor Malone. Em nenhum momento o texto afirma que o doutor Malone “não fez parte da descoberta da vacina com tecnologia RNA”. A reportagem cita que o doutor sustenta ser o criador dessa tecnologia e traz, também, a informação segundo a qual parte da comunidade científica discorda da tese. Abraços

  3. Assino Spotify e fiquei feliz com a decisão de manter o Podcast. Que Young vá tocar em outras bandas então.
    Se fizesse ao contrário ia terminar minha assinatura.

  4. Uhuu ganhei o dia com essa notícia, mais um idiota sendo desmoralizado! Parabéns Spotify e Joe Rogan, não conhecia mas agora virei fã! Quem apoia o livre debate merece meus sinceros parabéns 👏

  5. E o idiota ainda reclama do prejuízo dele e da gravadora por terem saído do Spotify. Ora, mas quem quis sair foi ele! Realmente: um cuzão!

    1. esse comment merece uma medalha de ouro – parabéns Elson Thomazini por resumir em poucas palavras o sentimento daqueles que caminham no lado certo da calçada da Avenida Lacrosfera.

  6. Parabéns SPOTIFY !!!!
    Joe Rogan é genial.
    MALONE é o pai da Matéria. Esses pseudos cientistas que o combate, todos tem conflito de interesses. (pagos pelas donas das vacina)

  7. É lamentável que esses músicos, muitas vezes, ótimos, se envolvam nessas questões. Neil Young já fez campanhas anti-ciência contra a Biotecnologia, a modificação genética na agricultura e até a demonização da Monsanto, hoje Bayer. Era pura anti-ciência o que ele fez e agora ele critica outros de serem “anti-ciência”. Lamentável, mesmo.

  8. A parte da matéria que diz que a “comunidade científica” não aceita o Dr Robert Malone como o inventor da tecnologia da vacina de mRNA é uma falácia. Tanto que o artigo que ele publicou sobre isso em 1990 tem na data de hoje 5169 citações. O índice i10 dele é 50, o índice h é 32. O cara é top. O que existe hoje é um esforço da mídia e de cientistas patrocinados pela indústria farmacêutica em desacreditá-lo.

    1. Caro Rogério, obrigado pela leitura e pelo comentário. No entanto, discordo de você. A reportagem não cita que “a comunidade científica não aceita o Dr Robert Malone como o inventor da tecnologia da vacina de mRNA”. Informei que “parte” da comunidade científica discorda da tese. Abraços

    1. Isso Spotify. Não se renda a essas imposições. E vocês estão certos, daqui a pouco eles voltam. Não é pela saúde ou ciência é pelo dinheiro que eles brigam.

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