Facebook deve reduzir investimentos no metaverso

A mudança pode ser anunciada nos próximos dias
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O presidente da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que a companhia planeja 'diminuir o ritmo' de alguns investimentos de longo prazo
O presidente da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que a companhia planeja 'diminuir o ritmo' de alguns investimentos de longo prazo | Foto: Reprodução/Flickr

A Meta, holding do Facebook, está preparando cortes de custo na divisão responsável por projetos que envolvem metaverso e realidades virtual e aumentada — a Reality Labs. O setor foi recém-inaugurado na empresa e é o centro da estratégia do Facebook de focar em produtos de hardware e mundos virtuais.

O diretor de tecnologia, Andrew Bosworth, disse aos funcionários do Reality Labs que espera que as mudanças sejam anunciadas nos próximos dias. A informação foi revelada durante uma sessão semanal de perguntas e respostas na terça-feira 10, de acordo com um resumo a que a agência de notícias Reuters teve acesso.

Bosworth explicou aos funcionários que a divisão não poderia mais fazer alguns projetos e teria de adiar outros, sem especificar quais planos seriam afetados. Ele disse que a Meta não estava programando demissões como parte das mudanças.

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Investimentos de longo prazo

Em uma teleconferência de resultados no fim de abril, o presidente da Meta, Mark Zuckerberg, revelou que a companhia planeja “diminuir o ritmo” de alguns investimentos de longo prazo. Áreas como a plataforma de negócios, infraestrutura de inteligência artificial e a Reality Labs podem ser algumas das afetadas.

A Meta diminuiu as despesas totais esperadas para 2022 para menos de US$ 90 bilhões, abaixo da previsão anterior, que chegava a US$ 95 bilhões. Na semana passada, a companhia informou aos funcionários uma redução de contratações para a maioria dos cargos de nível médio a sênior.

Ao mesmo tempo, Zuckerberg afirmou que pode levar cerca de uma década para que as apostas no metaverso e na Reality Labs gerem algum retorno. A unidade teve prejuízo de US$ 10 bilhões em 2021.

A companhia tem investido pesado na Reality Labs, que cresceu a partir da aquisição da empresa de óculos de realidade virtual Oculus e agora possui operações em realidade ampliada, óculos inteligentes, dispositivos de videochamada e soluções de tecnologia para empresas.

A unidade também está desenvolvendo um headset de realidade mista, equipado com rastreamento da face e olhos, conhecido como Projeto Cambria, apresentado na quarta-feira 11.

A empresa contratou mais de 13 mil funcionários no ano passado e quase 6 mil no primeiro trimestre deste ano.

Ainda nos primeiros meses de 2022, a empresa registrou prejuízo de US$ 3,3 bilhões nas operações e uma perda de 23% em suas ações. Isso já atestava que o que era faturado com produtos de realidades virtual e aumentada não pagava as contas da nova divisão.

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