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França aprova lei que pode prender influenciadores digitais

Proposto por deputados do Partido Socialista, projeto passou pela Câmara e pelo Senado do país europeu

Senacon - redes sociais - frança
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Poder Legislativo da França aprovou o projeto de lei voltado a regular a atuação de influenciadores digitais. Idealizada por deputados do Partido Socialista, a proposta já havia tido o aval da Assembleia Nacional (órgão equivalente à Câmara dos Deputados). Na quinta-feira 1º, foi a vez do tema receber o sinal verde do Senado do país europeu.

Segundo o site da Radio France Internationale (RFI), o projeto de autoria dos socialistas franceses impõe uma série de restrições a conteúdos patrocinados nas redes sociais. A saber, são aqueles materiais que empresas pagam para produtores digitais promoverem serviços ou produtos em seus perfis.

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De acordo com a proposta, que já entra em vigor, a divulgação de cirurgias plásticas pelos influencers está, por exemplo, proibida. A proibição ou a limitação também recaem sobre outros produtos e serviços médicos.

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As restrições também se dão em outros nichos. Isso porque o projeto barra a divulgação de assinaturas dos serviços de apostas esportivas. Além disso, a promoção dos chamados jogos de azar só poderá ser feita por meio de plataformas que consigam proibir o acesso a menores de idade.

A nova lei francesa pode punir influenciadores digitais com prisão. Quem descumprir as novas normas voltadas à divulgação de conteúdos nas redes sociais corre o risco de ser condenado a até dois anos de reclusão, além de pagamento de multa no valor de € 300 mil.

Membro do Partido Socialista, o deputado Arthur Delaporte comemorou a aprovação do projeto pelo Senado. “A lei da selva acabou”, afirmou o parlamentar, segundo a RFI.

Situação de influenciadores digitais da França

Brasil
Foto: Reprodução/Flickr

Em março, o recém-criado Sindicato dos Influenciadores e Criadores de Conteúdos da França demonstrou temor com o avanço do projeto idealizado por políticos socialistas — e que teve o aval por parte da base governista do presidente Emmanuel Macron. Em nota, a entidade afirmou, por exemplo, que há o risco para “discriminar ou regulamentar demais” o trabalho de determinados influencers do país.

Leia mais: “A censura tem pressa. Eles vão tentar de novo”, reportagem de Silvio Navarro na Edição 164 da Revista Oeste

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5 comentários
  1. Christian
    Christian

    Discordo mais do que concordo. A única coisa que me incomoda nos influencers é que eles tem poucos neurônios e para incentivar você a pular num abismo é só estalar os dedos.
    Agora que os direitos (Droits de l”Homme” )estão escorrendo pelas mãos da população, estão.
    Tem a justiça comum para punir estes idiotas.

    1. Geraldine Goes Bosco
      Geraldine Goes Bosco

      Se eles só têm poucos neurônios, como podem influenciar do jeito que você citou? Você quis dizer que a maior parte da população tem bem menos neurônios que os influenciadores?

  2. Otário Subjugado
    Otário Subjugado

    LIBERTÉ, ÉGALITÉ, FRATERNITÉ. Pelo menos na cadeia eles poderão tomar banhos todos os dias. Faz o ÉLÉ , mon amour !!!

    1. Geraldine Goes Bosco
      Geraldine Goes Bosco

      Se eles só têm poucos neurônios, como podem influenciar do jeito que você citou? Você quis dizer que a maior parte da população tem bem menos neurônios que os influenciadores?

  3. Ivin
    Ivin

    A tese é que mostrar coisas como cirurgias plásticas nas redes estimula os tolos.
    Proibiram putaria também? Ou tá liberado?

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