Um processo recente acusa o Google de ter extraído dados de diversos usuários sem o consentimento deles. A big tech também teria violado as leis de direitos autorais para desenvolver seus produtos de inteligência artificial (IA), como seu chatbot, Bard.
O pleito também alega que o Google tomou “praticamente toda a nossa pegada digital”, além de “trabalhos criativos e escritos”, na realização do procedimento.
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De acordo com o canal CNN, a ação contra o gigante tecnológico e sua controladora, Alphabet, e contra a subsidiária de IA da empresa, Deep Mind, havia sido apresentada em um tribunal federal na Califórnia.
O Clarkson Law Firm, escritório de advocacia de interesse público, ingressou com o processo na terça-feira 11.
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Não é a primeira vez que o escritório entrou com esse tipo de ação. Em junho deste ano, o grupo de advogados adotou uma medida semelhante contra a OpenAI, fabricante do ChatGPT. Até o momento, nenhum representante das empresas acusadas se pronunciou acerca do pleito.
Google processado por “ilegalidades” em sua política de privacidade
O escritório também menciona uma atualização recente da política de privacidade do Google, que afirma deixar explícito o uso de informações acessíveis ao público para treinar seus modelos e suas ferramentas de IA.
Em resposta ao portal Verge, o Google disse que sua política “há muito tempo é transparente e usa informações disponíveis publicamente na web aberta para treinar modelos de linguagem para serviços como o Google Tradutor”.
“A atualização mais recente simplesmente esclarece que serviços mais recentes, como o Bard, também estão incluídos”, acrescentou a big tech.
Diversas ferramentas de IA, especialmente as que possuem maior suporte tecnológico, geram trabalho escrito e imagens. Isso ocorre em resposta às solicitações do usuário, por meio de diversos bancos de dados on-line.
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O grupo acusa as empresas de atraírem “crescente escrutínio legal” sobre questões de direitos autorais de várias obras nesses conjuntos. Também alerta para o possível uso de dados pessoais e confidenciais de usuários comuns — até mesmo de crianças.
“O Google precisa entender que ‘disponível ao público’ nunca significou livre para todas as finalidades”, disse Tim Giordano, um dos advogados da Clarkson que moveram o processo, em entrevista à CNN.
“Nossas informações pessoais e nossos dados são nossa propriedade e são valiosos. Ninguém tem o direito de simplesmente pegá-los e usá-los para qualquer finalidade”, acrescentou o advogado.
O pleito tem por objetivo congelar temporariamente o acesso e o desenvolvimento comercial das ferramentas de IA generativas do Google, bem como as indenizações e os pagamentos, para compensar pessoas cujos dados teriam sido desviados pela big tech.








































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