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Tecnologia

Governo quer criar 'WhatsApp estatal' para comunicação interna

Decisão ocorre em meio ao ataque do PT às big techs

A Abin informou que o aplicativo contará com criptografia de Estado, armazenamento em nuvem própria e dupla camada de proteção | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
A Abin informou que o aplicativo contará com criptografia de Estado, armazenamento em nuvem própria e dupla camada de proteção | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) está prestes a criar um novo aplicativo de mensagens voltado exclusivamente à comunicação interna do governo federal. A iniciativa, que conta com apoio do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e da Universidade Federal do Ceará, pretende oferecer uma alternativa nacional ao uso do WhatsApp por servidores e autoridades públicas.

A existência do projeto veio à tona em julho, durante uma sessão reservada da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional. Apesar de o encontro ter ocorrido a portas fechadas, os parlamentares divulgaram a apresentação oficial em seu site.

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Segundo o documento da Abin, o novo sistema integra o Programa de Transformação Digital (PDX), que busca modernizar os canais de comunicação do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN). A plataforma já possui uma versão preliminar e está em fase de testes.

Como será o “WhatsApp estatal”

A Abin informou que o aplicativo contará com criptografia de Estado, armazenamento em nuvem própria e dupla camada de proteção, de modo a garantir a segurança das informações compartilhadas entre ministros, o presidente da República, o vice-presidente e outros integrantes da administração federal.

O nome ainda não foi divulgado, mas o aplicativo deve oferecer as principais funções do WhatsApp, como chamadas de voz e vídeo, criação de grupos e listas de transmissão. O diferencial estará na arquitetura voltada à segurança institucional, sem dependência de serviços estrangeiros.

No passado, o governo utilizou um sistema similar: o Athena, também desenvolvido sob padrões de segurança estatal. Contudo, a ferramenta foi desativada depois de anos de uso. Agora, com o avanço das discussões sobre a chamada soberania digital e os ataques do PT às big techs, o Planalto aposta na retomada de uma solução própria para proteger dados sensíveis e reduzir a exposição a plataformas privadas. Hoje, o WhatsApp ainda é a principal ferramenta usada por servidores e autoridades para troca de mensagens.

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3 comentários
  1. JOSE ADILSON FRANZO
    JOSE ADILSON FRANZO

    Para poder esconder as sujeiras …. Para poder por sigilo de 100 anos ….

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