publicidade
Tecnologia

Grupo de quase 400 jornais processa OpenAI e Microsoft por uso de conteúdo em IA

Editoras acusam empresas de utilizarem reportagens sem autorização para treinar modelos

Escrita com inteligência artificial
"Signals", projeto da Microsoft em parceria com a Semafor, pretende introduzir a inteligência artificial como ferramenta para ajudar jornalistas | Foto: Reprodução/Freepik | Foto: Reprodução/Freepik

Um grupo de editoras que representa quase 400 jornais entrou com uma ação judicial nos Estados Unidos contra a OpenAI e a Microsoft, acusando as empresas de utilizarem conteúdo jornalístico protegido por direitos autorais para treinar modelos de inteligência artificial sem autorização. A informação foi divulgada pela Bloomberg.

O processo foi apresentado em 24 de junho em um tribunal de Nova York. As editoras alegam que ferramentas como o ChatGPT e o Microsoft Copilot geraram bilhões de dólares em valor de mercado com base no trabalho produzido pelos jornais, sem nenhuma remuneração aos veículos.

Receba nossas atualizações

Segundo a ação, OpenAI e Microsoft copiaram de forma sistemática reportagens publicadas nos sites das empresas de mídia para treinar seus modelos de IA. As editoras afirmam que, se esse tipo de prática continuar sem responsabilização, o avanço da inteligência artificial poderá comprometer a sustentabilidade do jornalismo local.

Defesa da OpenAI sobre uso de textos para treino de IA

ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial da OpenAI | Foto: Reprodução/Twitter/X
ChatGPT é uma ferramenta de inteligência artificial da OpenAI | Foto: Reprodução/Twitter/X

As empresas de comunicação pedem indenização por violação de direitos autorais e uma medida judicial para impedir o uso não autorizado de seus conteúdos. Elas também afirmam que investiram bilhões de dólares na proteção de suas obras, mas não conseguiram evitar a reprodução do material.

Em nota enviada à Bloomberg, o porta-voz da OpenAI, Drew Pusateri, afirmou que os modelos da empresa são treinados com dados disponíveis publicamente e que seu funcionamento está amparado pelo princípio do “uso justo”. A Microsoft não respondeu ao pedido de comentário da agência.

O processo se soma a pelo menos 115 ações movidas por veículos de imprensa, escritores e artistas contra empresas de inteligência artificial. As companhias do setor sustentam na Justiça que o treinamento de modelos com obras protegidas configura uso justo e argumentam que os sistemas produzem conteúdos transformados, e não reproduções das obras originais.

+ Leia mais notícias de Tecnologia em Oeste

1 comentário
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    Experiência pessoal: IA ainda está engatinhando e deixa inúmeras brechas. Muitos cofrinhos que guardam dados estão espalhados pelo mundo todo e não se sabe quem tem a chave de cada cofrinho. Já vi muita coisa errada produzida por IA que é postada por gente que conhece muito bem o sistema e sabe manipular e colocar informações erradas.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade