Inteligência artificial para detectar o coronavírus

Cientistas do Hospital Albert Einstein e da USP conceberam um algoritmo de inteligência artificial (IA) que é capaz de detectar quais pacientes estão contaminados com o coronavírus.
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Foto:Gerd Altmann/Pixabay
Foto:Gerd Altmann/Pixabay | Inteligência Artificial

Pesquisadores do Albert Einstein e da USP estão trabalhando em algoritmo que pode identificar rapidamente infectados com o coronavírus

Inteligência Artificial
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Cientistas do Hospital Albert Einstein e do Laboratório de Big Data e Análise Preditiva em Saúde (Labdaps) da Universidade de São Paulo (USP) conceberam um algoritmo de inteligência artificial (IA) capaz de detectar pacientes contaminados com o coronavírus.

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Ele faz isso através de um exame de sangue simples e das informações que o paciente forneceu ao ser admitido no hospital. A nova ferramenta pode ajudar as equipes médicas quando faltam testes específicos. De acordo com os pesquisadores, essa é a primeira iniciativa do tipo no planeta.

Até o momento, o algoritmo está com índice de acerto de 77% para casos negativos e positivos. “Os resultados são promissores e tendem a melhorar. À medida que a prevalência da doença aumenta e esses dados ficam disponíveis, melhor a inteligência artificial fica”, explicou um dos pesquisadores do projeto, André Batista, ao jornal O Estado de S. Paulo.

A IA foi treinada com os dados de 235 pessoas atendidas com suspeita de coronavírus no Albert Einstein. Para chegar ao resultado correto, o algoritmo analisa mais de 15 variáveis, como o teor de hemoglobina, plaquetas, eosinófilos, linfócitos e leucócitos, elementos verificados em qualquer exame simples de sangue, além de idade e sexo do paciente sob suspeita.

Embora tenha apresentado resultados extremamente promissores até o momento, a IA não será oferecida para uso irrestrito no momento. “Precisamos de mais dados de outros hospitais para garantir que a IA está bem treinada. Estamos de portas abertas para qualquer instituição que deseje colaborar com o projeto”, afirmou Alexandre Chiavegatto Filho, do Labdaps.

Os pesquisadores esperam produzir um modelo preciso em breve. Sua utilização no Sistema Único de Saúde depende do aval do Ministério da Saúde. O Einstein e a Labdaps pretendem ainda construir dois novos modelos, um capaz de prever se o paciente deverá ser internado e o outro se ele precisará de ventilação mecânica.

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