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Tecnologia

Justiça argentina derruba mais de 20 aplicativos piratas usados no Brasil

Entre eles estão BTV, Red Play e Blue TV, que atraiam mais de 2 milhões de assinantes

A Anatel não participou da operação, mas reforçou a orientação para que consumidores adquiram apenas equipamentos homologados, ‘para garantir a segurança do consumidor e evitar a prática de atividades ilícitas nos aplicativos’ | Foto: Reprodução/Freepik
A Anatel não participou da operação, mas reforçou a orientação para que consumidores adquiram apenas equipamentos homologados, ‘para garantir a segurança do consumidor e evitar a prática de atividades ilícitas nos aplicativos’ | Foto: Reprodução/Freepik

Depois de uma decisão judicial na Argentina, mais de 20 aplicativos de streaming usados no Brasil para distribuir conteúdo pirata foram removidos do ar. Entre eles estão BTV, Red Play e Blue TV, que atraiam mais de 2 milhões de assinantes com acesso ilegal a filmes, séries e transmissões esportivas protegidas por direitos autorais.

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É a segunda onda de bloqueios contra plataformas irregulares, que seguem uma ação iniciada no começo de novembro. À época, outros 14 serviços similares foram retirados do ar depois de buscas em escritórios ligados ao esquema. Os aplicativos eram populares em dispositivos conhecidos como TV boxes ou IPTV, equipamentos permitidos no país apenas se certificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A lista de aplicativos bloqueados inclui: 

  • ALA TV; 
  • Boto TV; 
  • Break TV; 
  • Duna TV; 
  • Football Zone; 
  • Hot; 
  • Mega TV; 
  • MIX; 
  • Nossa TV; 
  • ONPix; 
  • PLUSTV; 
  • Pulse TV; 
  • Red Box; 
  • Red Play Live; 
  • Super TV Premium; 
  • Venga TV; 
  • Waka TV; 
  • WEIV; 
  • WeivTV – Nova; 
  • e BTV App/BTV Live.

Segundo o portal g1, usuários relataram falhas, como o erro 503 no BTV, que indica problemas nos servidores depois da ação judicial.

Mensalidades dos aplicativos piratas

Segundo a Alianza, associação que combate a pirataria audiovisual na América Latina, mais de 2 milhões de pessoas pagavam mensalidades de US$ 3 a US$ 5 (R$ 16 a R$ 27) para acessar as plataformas. O grupo estima que o faturamento anual do esquema chegava a US$ 200 milhões, equivalente a cerca de R$ 1 bilhão.

Com a suspensão dos serviços, diversos consumidores recorreram ao ReclameAqui, apesar de se tratar de reclamações sobre plataformas ilegais. O Procon-SP ressaltou que quem compra serviços irregulares “abdica de seus direitos” e que, muitas vezes, não é possível acionar os órgãos de defesa, pois as empresas não estão regularizadas.

Na quinta-feira 27, o Ministério da Justiça e Segurança Pública realizou nova etapa da Operação 404 e bloqueou 535 sites e um aplicativo | Foto: Reprodução/Freepik
Na quinta-feira 27, o Ministério da Justiça e Segurança Pública realizou nova etapa da Operação 404 e bloqueou 535 sites e um aplicativo | Foto: Reprodução/Freepik

A Anatel não participou da operação, mas reforçou a orientação para que consumidores adquiram apenas equipamentos homologados, “para garantir a segurança do consumidor e evitar a prática de atividades ilícitas”.

Operações e investigações internacionais

Na quinta-feira 27, o Ministério da Justiça e Segurança Pública realizou nova etapa da Operação 404 e bloqueou 535 sites e um aplicativo de streaming pirata, em ação independente da ordem argentina. A primeira fase, ainda em novembro, já havia derrubado nomes como My Family Cinema, TV Express e outros, com mais de 6 milhões de assinantes ativos — 4,6 milhões deles no Brasil.

Leia mais: Streaming sem fim”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 283 da Revista Oeste

O esquema foi alvo de investigação que começou em 2024, depois de denúncia encaminhada pela Alianza ao Ministério Público Fiscal de Buenos Aires. Em agosto de 2025, a Justiça autorizou buscas em quatro empresas com fachada legal, mas que centralizavam marketing e vendas do esquema. Toda a estrutura técnica, contudo, estava hospedada na China.

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