A Meta, empresa que controla o Facebook e o Instagram, recentemente tomou medidas para ocultar postagens e suspender contas relacionadas a pílulas abortivas em suas plataformas, nos Estados Unidos. Depois dos questionamentos levantados pelo jornal norte-americano The New York Times, a empresa restaurou alguns perfis e publicações na quinta-feira 23.
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Essas ações ocorrem em meio a mudanças anunciadas pelo diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, que prometeu revisar as políticas de discurso da empresa com o objetivo de diminuir as restrições on-line.
Meta justifica suspensões
A Meta afirmou que as medidas contra contas focadas em aborto não estão diretamente ligadas às novas diretrizes de discurso. A empresa justificou as suspensões com base em regras que proíbem a venda de medicamentos farmacêuticos em suas plataformas sem a devida certificação.
Provedores de pílulas abortivas, como Aid Access, relataram que suas contas no Facebook e no Instagram foram alvo de remoções e desfocamentos contínuos desde novembro. Essas contas foram suspensas, mas posteriormente restauradas, com a justificativa de que violaram os “Padrões da Comunidade sobre armas, drogas e outros bens restritos”.
Alguns Estados dos EUA permitem a realização de abortos de forma legal e a venda de medicamentos para a prática.
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