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Tecnologia

Microsoft deixa conselho da OpenAI devido a preocupações regulatórias

A Apple chegou a considerar ocupar o posto, mas desistiu

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A empresa ocupava essa posição desde novembro do ano passado | Foto: | Foto: Reprodução/Pexels

A Microsoft deixou sua posição de observadora no conselho da OpenAI, responsável pelo ChatGPT, devido a preocupações regulatórias nos EUA e na UE, informou o Financial Times. A empresa ocupava essa posição desde novembro do ano passado.

Como observadora, a Microsoft podia participar de reuniões e acessar informações confidenciais, sem direito a voto. A Apple chegou a considerar ocupar o posto, mas desistiu, segundo o jornal.

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“Somos gratos à Microsoft por expressar confiança no conselho e na direção da empresa e esperamos continuar nossa parceria de sucesso”, disse um porta-voz da OpenAI. “Sob a liderança da CFO Sarah Friar, estamos estabelecendo uma nova abordagem para informar e envolver os principais parceiros estratégicos – como Microsoft e Apple – e investidores.”

A Microsoft investiu mais de US$ 10 bilhões na OpenAI, segundo o portal Axios, o que gerou preocupações na Europa, Reino Unido e EUA sobre o controle da big tech sobre a OpenAI.

Reguladores antitruste europeus disseram em junho que a parceria não está sujeita às regras de fusão da UE, pois a Microsoft não controla a OpenAI, mas que buscariam opiniões de terceiros sobre as cláusulas de exclusividade do acordo.

Microsoft é acusada de burlar leis de concorrência na União Europeia

A Microsoft foi acusada de burlar as leis de concorrência pela Comissão Europeia. A empresa teria vinculado ilegalmente seu aplicativo Teams ao Pacote Office. Se confirmada a infração, a companhia pode enfrentar uma multa significativa.

A acusação foi anunciada nesta terça-feira, 25, pelo braço executivo da União Europeia (UE), que iniciou a investigação depois de uma reclamação feita em 2020 pelo Slack, concorrente do Teams e propriedade da Salesforce.

A comissão afirmou que o Teams obteve uma vantagem injusta de distribuição, enquanto as restrições de interoperabilidade com produtos concorrentes da Microsoft prejudicam a concorrência. A análise foi realizada com base na Lei Antitruste, que informa a respeito do direito da concorrência.

“Preservar a concorrência pelas ferramentas de comunicação e colaboração remotas é essencial, pois também promove a inovação nestes mercados”, disse a chefe antitruste da UE, Margrethe Vestager.

Há 20 anos, a Microsoft já havia sido multada em € 2,2 bilhões (aproximadamente R$ 12,76 bilhões) por práticas antitruste semelhantes. Agora, a empresa pode ser multada em até 10% do seu faturamento global se for considerada culpada das violações anunciadas nesta terça-feira.

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