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Tecnologia

Nasa detecta objeto que pesa 27 mil Terras e viaja a 1,6 milhão km/h

A origem do corpo celeste pode ser uma ejeção de estrela de sistema binário ou interação estelar com buracos negros

Nasa monitora objeto que pesa 27 mil Terras e viaja a 1,6 milhão km
Conceito artístico mostra uma hipotética anã branca, à esquerda, que explodiu como uma supernova; objeto à direita é CWISE J1249, uma estrela ou anã marrom ejetada deste sistema como resultado da explosão | Foto: Reprodução/Nasa/Observatório WM Keck/Adam Makarenko

A Nasa detecta e monitora um objeto na Via Láctea, que se move a uma velocidade superior a 1,6 milhão de quilômetros por hora (km/h). Identificado por cientistas do Projeto Planet 9, ele pode ser lançado no espaço intergaláctico em razão dessa alta velocidade. Sua massa é 27 mil vezes maior que a Terra.

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Segundo o jornal britânico The Mirror, a massa, chamada CWISE J1249, é semelhante em tamanho a uma pequena estrela e milhares de vezes maior que a Terra. Atualmente, ela percorre a Via Láctea a mais de 1 milhão de milhas por hora. Essa velocidade pode permitir que ela escape da gravidade da nossa galáxia, a Via Láctea, e vá para o espaço intergaláctico.

A origem do objeto descoberto pela Nasa

Buraco negro no centro de uma galáxia solta jatos de material pelo espaço | Foto: R Timmerman/Lofar

A CWISE pode ter se originado de um sistema binário, de estrelas, com uma anã branca, que explodiu em uma supernova. Especialistas também sugerem que pode ter vindo de um aglomerado que interagiu com buracos negros. O início da sua rápida trajetória seria a partir desta interação.

Leia também: “Rumo à vida eterna”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 225 da Revista Oeste

Kyle Kremer, professor assistente do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Universidade da Califórnia, em San Diego, explicou ao The Mirror que “quando uma estrela encontra um buraco negro binário, a dinâmica complexa dessa interação de três corpos pode lançar essa estrela para fora do aglomerado globular”.

A descoberta do objeto se deu por meio de uma colaboração entre voluntários, profissionais e estudantes. O Observatório WM Keck, em Maunakea, no Havaí, identificou que a massa contém menos ferro e outros metais em comparação com outras estrelas. Isso sugere que ela é muito antiga, possivelmente datando de milhões de anos atrás, das primeiras gerações de estrelas na Via Láctea.

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