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Perda das big techs é a maior desde 2002

Setor desvalorizou-se em 20% apenas neste ano, e os investidores se preparam para rombos ainda maiores
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As <i>big techs</i> estão perdendo dinheiro
As big techs estão perdendo dinheiro | Foto: Divulgação/Flickr

As grandes ações de companhias de tecnologia, as chamadas big techs, estão sofrendo sua maior derrota em mais de uma década, mostra reportagem publicada na quarta-feira 8 no The Wall Street Journal. O setor de tecnologia da informação do S&P 500* desvalorizou-se em 20% em 2022 — seu pior início de ano desde 2002.

Durante anos, as ações de empresas de tecnologia impulsionaram o mercado de ações. O entusiasmo levou a uma corrida épica em ambientes de longo alcance do mercado. Mais recentemente, as políticas acomodatícias do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos) no início da pandemia de covid-19 alimentaram um apetite insaciável por apostas arriscadas.

Neste ano, os investidores depararam com um ambiente totalmente diferente. Os rendimentos do Tesouro saltaram para o nível mais alto desde 2018, enquanto os preços dos títulos caíram. Muitas das tendências que floresceram nos últimos dois anos deram uma reviravolta acentuada.

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“Alguns investidores dizem que a era de uma década de domínio da tecnologia nos mercados está chegando ao fim”, diz a reportagem. “Investidores de valor, que compram ações baratas em medidas como lucro ou valor contábil, estão comemorando depois de um ressurgimento há muito tempo esperado em ações de empresas como Exxon Mobil, Coca-Cola e Altria Group.”

Para muitos investidores, as apostas contra a tecnologia e os meses de turbulência no mercado ecoam a bolha das pontocom de 2000, quando o frenesi em torno das empresas que mais tarde faliram causou perdas para grandes e pequenos investidores. Então, o fascínio da inovação tecnológica, combinado com baixas taxas de juros, estimulou uma corrida para as ações da internet. Quando a bolha estourou, a Nasdaq caiu quase 80% entre março de 2000 e outubro de 2002.

Ainda assim, alguns investidores continuam confiantes de que o domínio da tecnologia ainda não acabou. “Descobrimos que as coisas simplesmente não vão para cima”, disse o analista de investimentos David Eiswert, em entrevista ao The Wall Street Journal. “Você não pode simplesmente comprar uma cesta de ações de tecnologia. Você tem de diferenciar.”

*O índice do mercado de ações que reúne as 500 maiores empresas do mundo listadas e domiciliadas nas principais Bolsas de Valores dos Estados Unidos, a NYSE e a Nasdaq.

Leia mais: “Sob o domínio das big techs, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 87 da Revista Oeste

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