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Tilly Norwood, a atriz que não existe

Imagem: reprodução Particle6

Nenhuma atriz está sendo tão comentada atualmente do que Tilly Norwood. Tilly estrelou um curta metragem, tem uma conta no Instagram, muitos fãs. Ao mesmo tempo nenhuma outra atriz é tão criticada, odiada, combatida.

Tilly Norwood não existe. É uma criação em inteligência artificial de Eline van der Velden para a produtora britânica Particle6. O que gerou uma reação de medo entre atores e atrizes de carne e osso. “Eles estão pegando o trabalho dos nossos membros profissionais que foi criado, às vezes ao longo de gerações, sem permissão, sem compensação e sem reconhecimento, construindo algo novo”, declarou Sean Astin, presidente do sindicato dos atores dos EUA.

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“Meu Deus, estamos ferrados. Isso é realmente assustador.” disse Emily Blunt, atriz de Um Mundo Silencioso: “Vamos lá, agências, não façam isso. Por favor, parem de tirar nossa conexão humana.” Astin e Blunt fizeram sucesso em filmes com muita atuação de seres criados por computador (como a trilogia O Senhor dos Anéis) e não reclamaram na época da falta de “conexão humana”.

Tilly Norwood (Imagem: reprodução Instagram)

Atores, atrizes, atrizes, personagens, roteiros, cenários, tudo criado por inteligência artificial – isso já é uma realidade. Nenhum sindicato vai reverter essa marcha rumo a uma nova era. Cineastas reclamaram quando o cinema mudo foi substituido pelo falado. Reclamaram quando surgiu o filme colorido. Reclamaram quando surgiu a computação gráfica. Ainda veremos muito choro e ranger de dentes.

A causadora de toda essa “confusão” com a falsa atriz Tilly Norwood, a Particle6, produziu um curta de dois minutos de auto-gozação. O curta AI Comissioner, que discute o impacto da inteligência artificial no cinema, foi 100% produzido em IA. Nada é real. Tilly faz uma ponta mostrando que sabe chorar em programas de entrevista se for necessário.

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2 comentários
  1. Rubem B.
    Rubem B.

    Ja’ pensou? Fim de militancia e fim do desperdicio com Lei Rouanet?? Excelente!!!

  2. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    O ferreiro que cuidava das ferraduras de animais, a lanterninha dos cinemas, o acendedor de lâmpadas a querosene nas ruas, a telefonista, o leiteiro… E os artistas, ah, sempre eles, nunca choraram ou solicitaram assistência do estado para aqueles; mesmo porque, talvez, tivessem que também contribuir para o butim das contas públicas.

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