A humanidade se prepara para voltar à Lua e tem planos de chegar a Marte nas próximas décadas. Mas… e além disso? Como poderia ser uma viagem para outros sistemas fora do nosso sistema solar?
Foi o desafio proposto pelo Projeto Hyperion: pensar longe, muito longe. Para isso eles criaram uma competição reunindo diversas disciplinas para imaginar naves capazes de ir até onde a gente nem pode imaginar. O concurso propôs algumas regras para os projetos: as naves deveriam comportar entre 500 e mil pessoas. Através de um movimento de rotação deveria criar uma gravidade artificial. Os tripulantes e passageiros deveriam ter uma boa qualidade de vida, prevendo alimentação, água e ar. E uma transferência de conhecimento para preservar a cultura e a tecnologia.
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O vencedor foi o projeto Chrysalis, comparado pelo jornal britânico The Times a uma “lanterna gigantesca”. A nave de 58 quilômetros de comprimento concebido para transformar cerca de mil pessoas numa viagem só de ida de 250 anos. Os passageiros viveriam na nave por várias gerações até chegar a algum planeta habitável.

Boa parte da nave seria ocupada por um tanque de combustível contendo helio-3 e deuterio. Ela seria movida por uma tecnologia de fusão nuclear, que ainda não existe. Cilindros concêntricos permaneceriam girando criando uma gravidade artificial.
Os autores do projeto foram além dos detalhes técnicos do Chysalis. Criaram um conceito utópico de “sociocracia”, onde as decisões seriam tomadas em pequenos grupos onde todos teriam direito à palavra. Segundo o Times, “cada habitante teria permissão para ter filhos, não necessariamente com os mesmos parceiros, para manter a população estável”.

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