Um vídeo que circula nas redes sociais e supostamente mostra policiais descobrindo uma “fábrica de visualizações” no YouTube é falso. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o conteúdo foi criado com inteligência artificial.
Publicado originalmente em 2 de dezembro no X, o material ultrapassou 1,2 milhão de visualizações. A legenda afirmava que a Polícia Militar teria encontrado dezenas de celulares conectados simultaneamente para inflar acessos a músicas na plataforma.
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As imagens exibem supostos policiais em um imóvel com fileiras de celulares presos às paredes, enquanto a narração cita uma “fazenda de visualização”. O vídeo faz referência às chamadas click farms (fazendas de clique), usadas para gerar interações falsas em redes sociais.
O que são as “fábricas de visualizações”, simuladas em vídeo de IA

As click farms são estruturas físicas ou virtuais usadas para gerar interações falsas — curtidas, visualizações, comentários e seguidores — por meio de microtrabalho humano mal remunerado (tarefas pagas em centavos por ação), robôs e infraestruturas em massa, como milhares de celulares organizados em “paredes” (box farms) ou redes de perfis falsos para simular atividade humana.
Além de engajamento, esses esquemas oferecem tráfego artificial para sites, criação de backlinks, downloads de aplicativos e até descurtidas em vídeos. Os clientes podem incluir influenciadores, políticos e empresas que buscam aparentar popularidade.
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Embora existam de fato, essas operações são mais comuns em países com grande oferta de mão de obra barata e fiscalização limitada sobre fraudes digitais, como Índia, Bangladesh, Paquistão, Filipinas, Indonésia, Vietnã e China, além de registros pontuais em Rússia, Egito e Nigéria.
Provedores de pagamento por clique, como Google, Yahoo e MSN, adotaram medidas para combater a fraude de cliques, incluindo filtros automatizados que barram grande parte dessas tentativas ainda na origem.
Embora os serviços de click farms violem as políticas de uso de diversas plataformas digitais, não há, em muitos países, legislação específica que os torne ilegais, o que dificulta a repressão direta a esse tipo de prática.





































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