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Tecnologia

YouTube lança ferramenta para identificar e remover 'deepfakes' de famosos

Nova tecnologia permite que artistas e atletas solicitem a exclusão de conteúdos manipulados por inteligência artificial

YouTube
YouTube desenvolve a tecnologia em parceria com agências de talentos e empresas de gestão de imagem | Foto: Reprodução/ X

O YouTube anunciou, nesta terça-feira, 21, uma nova ferramenta para artistas, músicos, atletas e criadores de conteúdo. O serviço permite que figuras públicas identifiquem vídeos criados com inteligência artificial que utilizam suas imagens sem autorização e solicitem a exclusão desses conteúdos, conhecidos como deepfakes.

A tecnologia de deepfake sobrepõe digitalmente o rosto de uma pessoa ao corpo de outra em vídeos gravados. O sistema sincroniza movimentos faciais e, em alguns casos, simula a voz do alvo. Essa técnica produz conteúdos falsos que podem disseminar desinformação, manipular discursos políticos ou gerar pornografia.

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YouTube deepfake
O YouTube iniciou os testes do serviço há um ano e meio com criadores de conteúdo selecionados | Foto: Reprodução/ YouTube

Casos recentes, como um vídeo de luta fictício entre Brad Pitt e Tom Cruise, geraram alertas em Hollywood sobre direitos de imagem. A diretora de negócios do YouTube, Mary Ellen Coe, afirmou ao The Hollywood Reporter que a plataforma assume a responsabilidade de combater esse tipo de material.

A empresa desenvolve a tecnologia em parceria com agências de talentos e empresas de gestão de imagem. Segundo a executiva, o objetivo é antecipar possíveis impactos negativos da inteligência artificial na plataforma.

Uso da ferramenta do YouTube

O YouTube iniciou os testes do serviço há um ano e meio com criadores de conteúdo selecionados. No início deste ano, a empresa expandiu o acesso a políticos. Agora, o recurso está disponível para qualquer pessoa pública que atenda aos critérios da plataforma, independentemente de possuir um canal no site.

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A plataforma acompanha o cenário jurídico global, que tem caminhado em direção à regulação desse tipo de conteúdo. A Lei de Responsabilidade de Deepfakes, apresentada em dezembro de 2025 nos Estados Unidos, propõe vincular as proteções da Seção 230 a um dever de diligência definido para plataformas que hospedam mídia sintética não consensual.

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