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Agronegócio

Café brasileiro amplia exportações à Colômbia, com aumento de 461%

Em setembro, vendas ao país vizinho superaram pouco mais de 7 mil toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex)

café
Grãos de café brasileiro | Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Depois de sofrer impactos com o “tarifaço” dos Estados Unidos, o café brasileiro ampliou sua presença em outros mercados. Em setembro, as exportações para a Colômbia cresceram mais de 460% em relação ao mesmo mês de 2024, ao superar pouco mais de 7 mil toneladas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram divulgados nesta segunda-feira, 6.

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O volume embarcado para os norte-americanos registrou queda, com 17,7 mil toneladas enviadas em setembro. Trata-se uma redução de 12% em relação às 20,2 mil toneladas de julho, mês anterior ao início da tarifa de 50%. Mesmo assim, a queda foi menor do que se previa inicialmente pelo setor agropecuário.

Colômbia ganha destaque como destino do café brasileiro

A Colômbia, segunda maior produtora global de café arábica, atrás apenas do Brasil, tornou-se um destino relevante para o produto nacional, especialmente depois da retração no mercado dos Estados Unidos. Em agosto, o Brasil havia exportado pouco mais de 3 mil toneladas para os colombianos.

Já a carne bovina, que passou a pagar tarifa de 76% para entrar nos EUA, teve embarques reduzidos. A média mensal foi de 9,6 mil toneladas em agosto e setembro. O número é 47% menor do que o registrado em julho.

Leia também: “‘Efeito cascata’ das recuperações judiciais preocupa a Faria Lima”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 290 da Revista Oeste

Apesar desses obstáculos, o desempenho geral das exportações brasileiras de carnes atingiu um recorde de 347 mil toneladas em setembro. De janeiro a setembro, o setor já soma 7,26 milhões de toneladas vendidas ao exterior, com receitas de US$ 22 bilhões — alta de 20% sobre o ano anterior.

Exportações de carnes, aves e suínos mantêm força no exterior

fazenda ração milho carne
Exemplos de duas cabeças de gado de fazenda no interior gaúcho | Foto: Reprodução/Facebook/@RacaoAgroBella

No segmento avícola, mesmo sem a retomada da China depois do registro do primeiro caso de gripe aviária, as receitas se mantêm estáveis em US$ 7 bilhões. As vendas externas de carne suína totalizam 1,11 milhão de toneladas e geram US$ 2,7 bilhões no período.

Produtos dependentes do mercado norte-americano sentiram mais fortemente o impacto das tarifas. As exportações de sebo caíram de 56 mil toneladas em julho para 26 mil em setembro, enquanto os embarques de mel diminuíram 24% e ficaram em 2,3 mil toneladas no mês passado, durante o período de renovação de contratos da nova safra.

Setores mais dependentes dos EUA sofrem retração

Outros setores também registraram retração. A madeira exportada passou de 152 mil toneladas em julho para 52 mil em setembro. No caso da manga, os Estados Unidos compraram 13,9 mil toneladas em setembro e igualaram o número do mesmo mês de 2024, depois de terem importado 2,9 mil toneladas em agosto, segundo a Secex.

Etanol e tabaco foram especialmente afetados. As exportações de álcool para os norte-americanos caíram de 23 mil toneladas em julho para apenas 967 em setembro. O tabaco também teve forte queda, de 5,8 milhões para 1,26 milhão de toneladas no mesmo período, conforme os dados.

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