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Agronegócio

Câmara avança para criar cadastro de invasores de terras

Comissão de Constituição e Justiça aprovou a proposta que institui o uso de ferramenta para controlar invasões de imóveis rurais e urbanos

Invasores de terras do MST durante manifestação na Esplanada dos Ministérios | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Invasores de terras do MST durante manifestação na Esplanada dos Ministérios | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 1º, uma proposta que visa a criação de um cadastro nacional para identificação de invasores de terras no país. O Projeto de Lei 4.432/2023 obteve o apoio de 37 parlamentares, contra 15 votos contrários.

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O projeto pretende reunir informações sobre pessoas físicas e jurídicas envolvidas em invasões de imóveis rurais e urbanos. A proposta é de autoria do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara. De acordo com ele, as invasões ameaçam a segurança jurídica e o direito à propriedade privada no Brasil.

“O direito de propriedade é um pilar da Constituição e da democracia”, declarou Nogueira. “Não podemos admitir que grupos como o MST continuem violando a lei e atacando quem trabalha e produz. Este cadastro vai expor quem insiste em invadir propriedades e dar mais instrumentos ao Estado e à sociedade para coibir essas práticas criminosas.”

O texto aprovado pela CCJ na forma de um substitutivo foi elaborado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. O texto obteve parecer favorável da relatora Bia Kicis (PL-DF).

Como será o cadastro de invasores de terras

O texto prevê a criação de uma ferramenta para o registro de informações que incluem nome completo e números de CPF e RG dos invasores, bem como detalhes da invasão, com a data e o local da ação. No caso de instituições, o CNPJ será inserido nos registros da plataforma.

De acordo com Bia Kicis, o cadastro também contribui para a própria capacidade do poder público de diferenciar os grupos envolvidos na invasão de propriedade.

“A proposta é essencial pois a reunião e o tratamento dos dados ajudará no esclarecimento de crimes”, afirmou a parlamentar, que é coordenadora jurídica da Frente Parlamentar da Agropecuária. “A medida facilitará a investigação criminal, além de tornar mais eficiente o apoio às vítimas.”

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Com a aprovação na CCJ, em caráter terminativo, o projeto segue para deliberação no Senado Federal. Caso também seja aprovado pelos senadores e sancionado pela Presidência da República, o cadastro será instituído em âmbito nacional.

Leia também: “A crise veste toga”, reportagem publicada na Edição 289 da Revista Oeste

3 comentários
  1. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Para impedir esses terroristas de invasão

  2. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    Na hora de prender idosas com biblia, vendedor de agua e algodao o ESTADO é muito eficiente, mas pra prender invasores ameacando a vida com armas brancas, destruindo equipamentos e esquatejando gado vivo o ESTADO diz nao ser sua atribuicao, o ARMAMENTO tem de ser liberado JÁ, Mulher tem de nascer com porte de arma de fogo!

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Poxa, demorou, apenas o atraso de algumas décadas
    .

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