Estudo mostra que fazendas de gado podem sequestrar carbono

As reduções de emissões ficaram entre 11% e 69%, em comparação com a média global
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Estudo foi realizado em 25 fazendas produtoras de gado
Estudo foi realizado em 25 fazendas produtoras de gado | Foto: J.F.Diorio/Estadão Conteúdo

As fazendas de gado podem sequestrar carbono, um dos principais poluentes atmosféricos. O dado aparece em um estudo feito pela Minerva Foods, maior exportadora sul-americana de carne bovina, em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A companhia planeja ser neutra em emissões até 2035.

Ao todo, 25 fazendas que fornecem gado à Minerva foram monitoradas. Elas estão localizadas em cinco países (Brasil, Argentina, Colômbia, Paraguai e Uruguai) e biomas (Amazônia, Pantanal, Cerrado, Pampas e o Chaco) diferentes. As reduções de emissões ficaram entre 11% e 69%, em comparação com a média global.

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“Os resultados mostram que é possível reduzir as emissões e outros podem se inspirar”, disse Isabel Garcia-Drigo, gerente de clima e cadeias agropecuárias do Imaflora, em entrevista ao jornal Valor Econômico. “Os pastos bem manejados sequestram, e os mal manejados emitem.”

Três propriedades apresentaram carbono negativo — que é quando a captura supera a quantidade emitida. Com 2,5 mil cabeças de gado e localizada no departamento de Córdoba, na Colômbia, a fazenda Santa Elena é uma delas. As outras duas fazendas ficam no Paraguai e na Argentina.

A fazenda colombiana “contabilizou emissões 45% abaixo da média mundial como resultado de estratégias que visam a melhorar as pastagens com sistemas rotacionados e com suplementação estratégica”, destacam Minerva e Imaflora, em nota. “Além disso, espécies de árvores nativas da área têm sido conservadas para contribuir com o equilíbrio dentro da fazenda.”

No Brasil, o destaque ficou para a fazenda Corumbiara, em Rondônia, onde o registro mostrou emissões 42% abaixo da média mundial, graças à integração lavoura-pecuária. A propriedade está no bioma amazônico e tem 20 mil cabeças distribuídos em 16,8 mil hectares.

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