Comida estragada é um veneno. Gail Borden tinha isso em mente quando criou o leite condensado. Na época, nada de freezers. Num descuido, alguém tomava a bebida contaminada e morria — depois de sofrer muito com uma infecção brava no intestino.
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Com a invenção, o risco sumiu. O alimento se tornou de longa vida, à temperatura ambiente. A partir daí, bastava adicionar água para se degustar algo tão saudável quanto gostoso. A resistência extra, aliada à praticidade, virou munição na guerra contra a escravidão — e ajudou a manter a liga dos Estados Unidos.
Da batalha para a mesa
Borden lançou o produto em 1856. Poucos anos depois, veio a Guerra Civil nos EUA. No Sul do país, os confederados partiram para briga a fim de continuarem donos de outros homens — os escravos. A federação encarou o conflito. Para nutrir os soldados, usou o produto como alimento seguro, uma arma para matar a fome da tropa.
O leite do chocolate condensado
No fim da guerra, vitória da liberdade individual e da segurança na mesa. Depois do quartel, o alimento invadiu as casas. A fama se espalhou mais do que leite derramado e cruzou o atlântico.
Do outro lado do Atlântico, na Suíça, Henri Nestlé misturou a invenção americana ao cacau. O chocolate, antes uma bebida, ganhou uma nova liga e passou à conquista do mundo — em barra.





































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