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Agronegócio

Marfrig começa a processar carne orgânica no Brasil

As operações ocorrem em uma unidade da empresa no RS

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Na tramitação do caso no Cade, os maiores questionamentos foram sobre o mercado de hambúrguer e possível redução da concorrência | Foto: Divulgação/Marfrig

A Marfrig deu início ao processamento de carne bovina com certificação de origem orgânica no Brasil. Por meio de um comunicado, a empresa anunciou a novidade na segunda-feira 2.

Os animais que dão origem ao produto recebem alimentos exclusivamente “a pasto, livres de sintéticos, hormônios anabolizantes e estimulantes de crescimento”, informa a empresa em nota. “A matéria-prima chega ao Brasil por meio da operação da companhia no Uruguai, país onde a Marfrig é a maior processadora de carne bovina.”

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As novas operações ocorrem na unidade da Marfrig em Hulha Negra (RS). A primeira carga de carne orgânica recebida no local chegou ao Brasil em agosto de 2022.

“Iniciamos o desenvolvimento deste projeto em meados de 2021. Após identificarmos a demanda por carne orgânica, entendemos quais eram os requisitos sensoriais e de qualidade necessários para iniciar os testes”, disse Durval Cavalcanti, diretor-geral de Industrializados da empresa no Brasil. “Este é um marco na história da unidade e da Marfrig como um todo, pois temos um produto diferenciado.”

A companhia recebeu a certificação USDA Organic no início de 2022. De acordo com o executivo, a companhia tem a capacidade de produzir 10 mil embalagens de carne orgânica por dia.

“Estamos muito orgulhosos com o recebimento desta certificação e por fazer parte do mercado de produtos orgânicos com a nossa operação no Brasil”, comentou Cavalcanti. “Acreditamos na ascensão deste segmento.”

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1 comentário
  1. Marcelo Semenzin
    Marcelo Semenzin

    Aqui no Brasil não tem animais criados dessa forma? Bem provável que boa parte dos animais abatidos, muitas vezes nem mineralizados da forma correta são, quanto mais aditivos pra engorda. Mas é mercado, e a propaganda tem que ser feita. Desejo muito que identifiquem e bonifiquem os criadores que há muito já fazem o “boi orgânico” mas não recebem um diferencial de preço na hora do abate. Seria muito bom para ambos os lados da cadeia produtiva.

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