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Agronegócio

Novos países aumentam a relevância do Brics no mercado de fertilizantes

Os adubos são vitais para o desenvolvimento da agricultura no Brasil

Brics fertilizantes
Descarregamento de fertilizantes segue aquecida nos Portos do Paraná | Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Os países que vão entrar para o Brics tornam o bloco ainda mais importante no mercado global de fertilizantes. Das novas nações, três são importantes exportadores desse insumo vital para a agricultura brasileira.

Criado pelos governos de Brasil, China, Índia e África do Sul em 2009, o Brics nasceu com o primeiro e o segundo maior exportador de fertilizantes minerais do planeta. São os russos e os chineses, respectivamente.

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Somadas, essas duas nações controlam 30% de todo o fornecimento para o mercado internacional, de acordo com os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas. Assim, trata-se de 32 milhões de toneladas, entre nitrogênio, fósforo e potássio. Essa cadeia de nutrientes é conhecida como NPK. Ela é essencial para impulsionar a produtividade das lavouras.

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Novos países do Brics e os fertilizantes

Em 2024 seis novos países devem entrar no bloco. São eles: Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

Na lista, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Egito são responsáveis por 6% de toda a exportação desses insumos vitais para a agricultura. São 6 milhões de toneladas de adubos, considerando os produtos à base de nitrogênio, fósforo e potássio.

O Brasil, um dos fundadores do Brics, é o maior importador de fertilizantes do planeta. A produção local, considerada basilar para a segurança alimentar do planeta, depende de insumos à base de NPK para promover o cultivo nos cerrados.

Graças à combinação dos adubos com técnicas cada vez mais eficientes de manejo, esse bioma fez do país um dos grandes celeiros da humanidade A fatia mais expressiva da safra de grãos do Brasil, por exemplo, é colhida em áreas de cerrado.

Além disso, os cerrados se assemelham às savanas africanas. Assim, a técnica de cultivo desenvolvida pelo agronegócio brasileiro é uma das promessas para expandir a produção de alimentos no continente africano.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Não é possível que, com a imensidão do território brasileiro, ainda não tenhamos autossuficiência de NPK.

    1. João Carlos de Souza Carvalho
      João Carlos de Souza Carvalho

      Os ambientalistas e os indigenistas não permitem ! O Brasil possui reservas de 600 milhões de toneladas de Cloreto de Potássio na Amazônia mas eles impedem a exploração econômica desse insumo tão necessário à nossa agricultura ! Hoje importamos 95% das nossas necessidades desse produto !

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