Tarcísio volta a defender Ferrogrão e afirma que ativistas não conhecem o projeto

'Discutir se é possível fazer uma ferrovia de forma sustentável na Amazônia é uma grande bobagem. É claro que é'
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O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, defendeu o projeto da Ferrogrão
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, defendeu o projeto da Ferrogrão | Foto: Divulgação

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, voltou a defender nesta terça-feira, 20, o projeto da Ferrogrão — um dos mais estratégicos do governo do presidente Jair Bolsonaro e considerado prioridade absoluta da pasta. Como Oeste mostrou em reportagem especial publicada no dia 10 de abril, a ferrovia está destinada a se tornar a rota mais importante de escoamento do agronegócio brasileiro.

Segundo Tarcísio, as discussões em torno de possíveis impactos ambientais causados pela ferrovia são fruto de desconhecimento a respeito dos detalhes do projeto. “A gente tem que separar o que é ideologia, interesse comercial e o que é, de fato, visão de proteção ao meio ambiente. Tenho certeza absoluta de que nenhum desses ativistas percorreu a BR-163 e conhece com profundidade o projeto”, disse o ministro durante live promovida pelo jornal Valor Econômico.

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“Discutir se é possível fazer uma ferrovia de forma sustentável na Amazônia é uma grande bobagem. É claro que é”, completou Tarcísio.

Relembre

Com previsão de alcançar 933 quilômetros em extensão, a ferrovia conectará a região produtora de grãos do Centro-Oeste, em Mato Grosso, ao Estado do Pará, desembocando no Porto de Miritituba. A Ferrogrão ligará os municípios de Sinop (MT) e Itaituba (PA), às margens do Rio Tapajós. Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a uma reivindicação do Psol e suspendeu a eficácia da Lei 13.452/2017, que teve origem em um projeto de conversão da Medida Provisória (MP) 758/2016.

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Essa MP alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, excluindo 862 hectares da unidade de conservação ambiental. Na ação, o partido alega que somente uma lei em sentido formal — e não uma MP — poderia autorizar a alteração ou a supressão de áreas de unidades de conservação.

Segundo o governo, a Ferrogrão também servirá como uma “esteira de grãos”, substituindo o modal rodoviário — meio de transporte mais poluente e ineficiente — e criando uma multimodalidade formada por ferrovia, hidrovia e portos. Em 30 anos, a expectativa é que a Ferrogrão movimente 48,6 milhões de toneladas e crie 160 mil empregos, reduzindo em quase R$ 20 bilhões o custo logístico da produção. O investimento estimado para o projeto é de R$ 12 bilhões.

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“Como um empreendimento ferroviário que é multimodal, que integra ferrovia e hidrovia, funciona como barreira verde e contém a expansão da pressão fundiária, que tira um milhão de toneladas de CO2 da atmosfera, que promove plantio compensatório, que vai nascer com selo verde, que vai se submeter ao processo de licenciamento ambiental, que vai ter limitação de transporte por combustível fóssil, que diminui quantidade de acidentes, não vai ser sustentável?”, indagou o ministro da Infraestrutura. “Quem fala que vai devastar floresta e acabar com o meio ambiente está mentindo. […] Tenho certeza de que esses ativistas nunca botaram os pés lá.”

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