A cronologia das buscas por Dom Phillips e Bruno Pereira

Mais de 300 pessoas, entre militares, policiais federais, servidores da Funai e integrantes das Forças Nacionais foram deslocadas para ajudar na investigação
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Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos em região remota da Amazônia | Foto: Reprodução
Dom Phillips e Bruno Pereira foram mortos em região remota da Amazônia | Foto: Reprodução

A Secretaria de Comunicação do governo federal (Secom) informou neste final de semana que mais de 300 funcionários foram deslocados para ajudar nas operações de busca e investigação do desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. Entre eles, militares, policiais federais, servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) e integrantes das Forças Nacionais. O caso foi solucionado em menos de 10 dias.

“Com base em exames de odontologia legal, combinados com a antropologia forense, identificou que o material biológico encontrado é do jornalista Dom Phillips”, informou a Secom em nota, segundo a Agência Brasil.

As buscas foram realizadas em uma área equivalente a mais de 3 mil campos de futebol — cerca de 26,4 km².

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Infográfico mostra linha do tempo e recursos empregados na busca por jornalista e indigenista desaparecidos – Secretaria de Comunicação Social/Secom

Cronologia dos fatos e ações do Governo Federal no caso do desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira.

Domingo (5 de junho de 2022) – Último dia em que Phillips e Pereira foram vistos com vida

O jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista brasileiro Bruno Pereira são vistos pela última vez passando de barco pela comunidade de São Rafael do Atalaia do Norte, na Amazônia.

Segunda-feira (6 de junho de 2022) – Univaja denuncia desaparecimento e o Governo Federal inicia buscas

O desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira é relatado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).

O Governo Federal inicia as operações de busca e salvamento com homens do Exército, da Marinha, da Polícia Federal, da Força Nacional de Segurança Pública e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Quarta-feira (8 de junho de 2022) – Polícia prende suspeito

Amarildo da Costa de Oliveira, também conhecido como “Pelado”, é preso pela polícia.

Sábado (11 de junho de 2022) – A busca continua no fim de semana

O Corpo de Bombeiros descarta que vestígios de escavações encontrados sexta-feira nas margens do Rio Itaquaí estejam ligados ao desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira.

Domingo (12 de junho de 2022) – Itens pessoais são encontrados

Itens pessoais de Dom Phillips e Bruno Pereira são encontrados e encaminhados para análise forense.

Terça-feira (14 de junho de 2022) – A Polícia Federal prende mais um suspeito

A prisão temporária de Oseney da Costa de Oliveira, de 41 anos – também conhecido como “dos Santos” –, é decretada pelo Judiciário.

Quarta-feira (15 de junho de 2022) – Corpos são encontrados

Em entrevista coletiva, a Polícia Federal anuncia que “restos humanos” foram encontrados no local indicado por um dos suspeitos que confessou o crime.

Quinta-feira (16 de junho de 2022) – Análise forense

A Polícia Federal envia os restos mortais para Brasília para análise forense.

Sexta-feira (17 de junho de 2022) – Novas buscas

As buscas por suspeitos e o trabalho forense continuam.

A equipe forense da Polícia Federal identifica que o material biológico encontrado pertence ao jornalista Dom Phillips.

Sábado – 18 de junho de 2022 – A PF prende o terceiro suspeito

A Polícia Federal prendeu um terceiro suspeito envolvido no caso.

A equipe forense da PF identifica que o material biológico encontrado pertence ao indigenista Bruno Pereira.

A PF informa que Dom e Bruno foram atingidos por tiros: o indigenista foi baleado três vezes, na cabeça e no tórax. O jornalista, uma vez, no tórax.

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4 comentários Ver comentários

  1. Das 300 pessoas envolvidas nas buscas as msis importantes sinda não chegaram. É o ator do Fux e o fotógrafo Sebastião. Dizem que quando chegarem vão achar os dois em 15 minutos.

  2. Funcionários da Funai querendo entrar em greve , coisa de petebas dentro do órgão.
    Solução para estes : corte de salário desde o primeiro dia de greve , assim se não trabalhar não recebe , não tem greve que resista !

  3. Nessa cronologia só o que achei estranho é que, numa região remota daquela, onde só se locomove de barco que é um meio de transporte não tanto veloz e que tem que percorrer enormes distâncias devido aos meandros dos rios típicos daquela região, não existe meios eficientes de comunicação, esse pessoal dessa intituição Univaja tenha comunicado o desaparecimento deles em menos de 24 horas? Intuição? Comunicação por telepatia por pelos espíritos da floresta?

    1. O normal é que os viajantes comuniquem sua chegada por meio de rádio mas antes de completar as 24 horas pelo menos?! Muito estranho.

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