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Advogado de Pavanato pede exclusão de Deolane Bezerra da OAB

Na representação, Roberto Beijato afirma que a influenciadora teria perdido requisito de idoneidade moral exigido para o exercício da advocacia

Foto de Deolane Bezerra
Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio, um dia depois de retornar da Itália para o Brasil | Foto: | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra na Operação Vérnix começou a produzir reflexos também na esfera profissional. O advogado Roberto Beijato Junior protocolou uma representação disciplinar na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em que pede a exclusão definitiva da influenciadora dos quadros da entidade.

Na petição, Beijato argumentou que os elementos reunidos pelas autoridades ao longo da investigação sobre Deolane apontam para a perda da idoneidade moral, requisito previsto no Estatuto da Advocacia para o exercício da profissão.

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“O advogado que perde a sua idoneidade moral deve ser excluído dos quadros da OAB”, ressaltou o advogado do vereador Lucas Pavanato (PL-SP). “Essa é uma das infrações disciplinares mais graves previstas no Estatuto.”

O pedido sustenta ainda que a análise disciplinar da OAB não depende necessariamente da existência de uma condenação criminal definitiva e pode ocorrer de forma independente das apurações judiciais em andamento.

“Diante da repercussão enorme e dos danos que esse caso causa à imagem da advocacia, pedimos que ela seja suspensa preventivamente, ficando afastada desde já dos quadros da OAB”, declarou.

+ Interpol monitorou Deolane em Roma antes de prisão no Brasil

Ao final da representação, Beijato pediu a aplicação da penalidade máxima prevista no Estatuto da Advocacia, que é a exclusão definitiva da influenciadora dos quadros da OAB.

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Prisão de Deolane na Operação Vérnix

Deolane Bezerra foi presa em 21 de maio durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, com apoio da Polícia Civil do Estado.

A investigação apura supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro ligados, segundo as autoridades, à estrutura financeira atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos dos mandados expedidos pela Justiça estiveram integrantes da família de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder da facção.

+ Deolane teria usado ostentação para lavar dinheiro do PCC, diz polícia

De acordo com os investigadores, a apuração teve início em 2019 depois da apreensão de manuscritos e bilhetes encontrados na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material teria revelado informações sobre a estrutura interna da organização criminosa e servido de base para uma série de inquéritos que culminaram na Operação Vérnix.

Segundo a polícia, a investigação passou a alcançar familiares de Marcola e empresas suspeitas de serem utilizadas para ocultação patrimonial e movimentação de recursos ilícitos. Em uma etapa posterior, a análise de aparelhos celulares apreendidos revelou contatos, registros financeiros e conexões que levaram os investigadores até Deolane Bezerra.

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As autoridades afirmaram ter identificado movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada, além de supostos vínculos pessoais e empresariais com investigados no caso. A influenciadora nega irregularidades e diz ter sido presa “no exercício” da sua função como advogada.

Deolane estava em Roma, na Itália, nas semanas que antecederam a operação. Segundo informações da investigação, seu nome chegou a ser incluído em mecanismos da Interpol, mas ela retornou ao Brasil em 20 de maio e acabou presa em território nacional no dia seguinte.

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