A partir de janeiro de 2026, turistas que desejarem conhecer Angra dos Reis, no sul do Rio de Janeiro, terão de pagar uma nova taxa para acessar a cidade e as ilhas. O valor da cobrança poderá chegar a R$ 95 para quem permanecer até sete dias na área insular de Ilha Grande. Já aqueles que ficarem no continente por período igual terão que desembolsar quase R$ 50.
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Para entrar em Ilha Grande, precisa-se de barcos, lanchas e traineiras, a uma distância aproximada de 10 km do continente. A decisão da prefeitura motivou críticas de moradores, empresários e profissionais do setor de turismo, preocupados com a possibilidade de retração no fluxo de visitantes.
Justificativas da Prefeitura de Angra dos Reis
A administração municipal, liderada por Cláudio Ferreti (MDB), justificou a medida ao afirmar que a taxa tem o objetivo de “garantir a preservação ambiental e a melhoria dos serviços oferecidos tanto aos moradores quanto aos visitantes”, conforme informou em nota ao jornal Folha de S.Paulo.
Segundo a prefeitura, serão divulgados detalhes sobre formas de pagamento e fiscalização. A proposta foi encaminhada à Câmara Municipal em outubro e recebeu alterações em novembro. A lei foi publicada em 13 de novembro e determina isenção para turistas que adquiriram pacotes até 31 de dezembro de 2025, desde que as viagens estejam marcadas até 31 de julho de 2026.

Durante todo o ano de 2026, haverá desconto de 50% no valor da taxa, enquanto em 2027 poderá ser aplicado abatimento de 25%. Residentes de Angra, familiares de até segundo grau, crianças até 12 anos e pessoas a partir de 60 não precisarão pagar a cobrança. Turistas de cruzeiros terão descontos que variam de 10% a 90%, conforme interesse público.
Críticas do setor de turismo e preocupações econômicas
O pagamento da taxa para o continente não isenta o visitante de pagar a diferença caso decida visitar as ilhas. Estadas superiores a sete dias exigirão novo pagamento. Frederico Britto, que representa o setor de hospedagem em Ilha Grande, disse à Folha que o controle da visitação é necessário, mas critica a falta de diálogo com a comunidade e a ausência de garantias sobre a destinação dos recursos à ilha.
“Somos contrários à cobrança da taxa porque ela será um desperdício de oportunidade”, afirmou Britto. “Precisamos, de fato, ter controle da capacidade de suporte do local. Não podemos saturar. Mas temos de controlar a visitação em cada atrativo. É preciso um fundo específico para Ilha Grande que permita a construção de equipamentos para fazer o controle.”
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A prefeitura esclareceu que o dinheiro arrecadado será direcionado para projetos de saneamento, preservação ambiental, segurança pública e melhorias na infraestrutura turística, tanto em Angra quanto em Ilha Grande. Entre as ações previstas estão a revitalização de cais e a criação de um observatório para monitorar, em tempo real, o fluxo de visitantes.
Britto citou estudo realizado pelo governo estadual e municipal em 2013, atualizado no ano anterior, que apontava quase R$ 3 por pessoa como valor suficiente para administrar o turismo sem prejudicar a visitação.









































Abram os olhos pois esta dinheirama vai parar nas mãos erradas…!
Comando ???????