Associação elege lista tríplice para procurador-geral da República

Luiza Frischeisen foi a mais votada. Mario Bonsaglia e Nicolao Dino são os outros escolhidos
-Publicidade-
Da esquerda para a direita: os subprocuradores-gerais da República Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e Nicolao Dino
Da esquerda para a direita: os subprocuradores-gerais da República Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e Nicolao Dino | Foto: Divulgação/ANPR

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) elegeu, nesta terça-feira 22, sua lista tríplice com os nomes sugeridos pelo Ministério Público para a indicação do novo procurador-geral da República.

Em nota, a associação afirma que houve 811 votos (70% do quórum do Colégio de Procuradores). A subprocuradora-geral Luiza Frischeisen foi a mais votada, com 647 votos; Mario Bonsaglia obteve 636 votos e Nicolao Dino, 587. Esta é a primeira vez que uma mulher lidera a lista, que será encaminhada aos presidentes da República, do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, bem como ao procurador-geral da República e ao Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Segundo a ANPR, Luiza Frischeisen já havia composto a lista em 2019; Bonsaglia, constou da lista nos anos de 2015, 2017 e 2019; e Dino, em 2017.

-Publicidade-

Em setembro, o mandato do atual procurador-geral, Augusto Aras, termina, e ele pode ser reconduzido ou não. Não existe obrigatoriedade do presidente Jair Bolsonaro indicar um dos nomes da lista tríplice. Aras, por exemplo, não integrou a lista, em 2019. Cabe ao Senado sabatinar e votar o nome indicado pelo presidente.

O que faz o PGR

O procurador-geral da República (PGR) chefia, por dois anos, o Ministério Público da União (que abrange os ministérios públicos Federal; do Trabalho; Militar; do Distrito Federal; e dos estados).

Além de desempenhar a função de procurador-geral Eleitoral, ele também representa o Ministério Público no Supremo Tribunal Federal (STF), onde, entre outras prerrogativas, tem a função de propor ações penais públicas e ações diretas de inconstitucionalidade (ADI).

Pedir abertura de inquéritos para investigar presidente da República, ministros, deputados e senadores também cabe ao PGR. E, nesses casos, ele também possui a prerrogativa de apresentar denúncias.

Leia também: “Aras rebate jornal e nega que esteja isolado na PGR”

Com informações do portal G1

Telegram
-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

12 comentários

  1. Somente alguns procuradores da República votam no chefe de todo o MPU. Por outra, por que a ANPR não quer a participação de todos os representantes do MPU na eleição do PGR? Claro está que existe um vício de representatividade. Daí, por não ser algo previsto em lei, o PR poder desconsiderar sem culpa a lista da patota.

  2. Eita! Uma breve olhada no Twitter da doutora já dá pra concluir que mais uma vez que não será seguida a lista tríplice da patota da PGR.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Payment methods
Security site
Gostou da Leitura?

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Payment methods
Security site