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Avião da extinta Vasp vai virar suíte de hotel

Abandonada há quase 20 anos, parte de um Boeing 727 ganha nova função como atrativo turístico em parque nacional no Maranhão

Fuselagem do Boeing 727 da Vasp vai virar suíte de hotel no interior do Maranhão | Foto: Reprodução/Twitter/X
Fuselagem do Boeing 727 da Vasp vai virar suíte de hotel no interior do Maranhão | Foto: Reprodução/Twitter/X

O transporte sobre carreta da fuselagem de um avião Boeing 727 surpreendeu neste sábado, 23, os moradores de Dom Pedro, cidade de 23 mil habitantes na região central do Maranhão. A peça, com quase 40 metros de comprimento, transitou pelas ruas do município nordestino, causando principalmente espanto em olhares e exigindo perícia do motorista.

O episódio inusitado rapidamente ganhou espaço nas redes sociais. O ‘charuto’, nome popular do corpo da aeronave, tinha como endereço final a cidade de Carolina, a 420 km de Dom Pedro. Carolina é um dos principais destinos turísticos maranhenses, por representar sobretudo uma espécie de porta de entrada para a Chapada das Mesas, um dos parques nacionais mais bonitos do Brasil, segundo os guias de turismo.

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Avião fez seu último voo em 2005

Depois de várias décadas transportando milhares de passageiros, como parte da frota da extinta Viação Aérea São Paulo (Vasp), o que restou do avião terá assim uma nova função distante das pistas de voo. O projeto prevê transformar a fuselagem em suítes de um hotel. 

Desse modo, a ideia é agregar valor à região ao oferecer uma experiência diferente de hospedagem. O valor da diária de um hotel de nível superior na cidade custa em torno de R$ 1,5 mil.

O Boeing 727 de matrícula PP-SFG existe desde 1982. Incorporou-se à Vasp em 1997. Seu último voo ocorreu em 2005, quando a empresa já enfrentava problemas financeiros até falir em 2008. Desde então, a aeronave permaneceu abandonada no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, em São Luís.

Leia também: “Airbus A320 deve superar Boeing 737 em entregas globais, apontam projeções”

A operação logística envolveu equipes especializadas em cargas de grande porte. Para possibilitar a travessia em áreas urbanas, a transportadora acomodou a fuselagem sobre um caminhão, que percorreu estradas e vias municipais sob escolta.

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