Barra Torres rebate fabricante da Sputnik V e afirma que análise foi enviada à OMS

Agência brasileira mostrou documentos enviados pelos fabricantes da vacina russa e um trecho, em vídeo, de uma reunião entre os desenvolvedores do imunizante e os técnicos da Anvisa
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Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, reagiu às acusações dos fabricantes da vacina russa
Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, reagiu às acusações dos fabricantes da vacina russa | Foto: Pedro França/Agência Senado

Horas depois de o perfil oficial da Sputnik V no Twitter anunciar que a fabricante do imunizante processaria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por “difamação”, o diretor-presidente do órgão, Antonio Barra Torres, rebateu as acusações e reiterou a decisão de vetar a importação da vacina.

Barra Torres confirmou que a avaliação da Anvisa sobre a Sputnik V foi encaminhada à Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras agências regulatórias estrangeiras. De acordo com o Instituto Gamaleya, da Rússia, a vacina já obteve aprovação para uso emergencial em mais de 60 países até o momento.

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“A Anvisa foi acusada de mentir, de atuar de maneira antiética e de produzir fake news sobre a identificação do adenovírus replicante”, protestou Barra Torres. “A diretoria colegiada da Anvisa, atendendo estritamente ao interesse público sobre vacinas contra a covid-19, esclarece que as informações sobre a presença de adenovírus replicantes constam dos documentos entregues à Anvisa pelo desenvolvedor da vacina Sputnik V.”

A agência brasileira mostrou documentos enviados pelos fabricantes da Sputnik V e um trecho, em vídeo, de uma reunião entre os desenvolvedores da vacina e os técnicos da Anvisa. No vídeo, os representantes do órgão questionam os russos sobre a presença do vírus replicante, e os fabricantes reconhecem que o apontamento está correto.

Leia também: “Os 5 pontos que fizeram Anvisa negar importação da vacina russa”

Mais cedo, como noticiamos, o perfil da Sputnik no Twitter anunciou: “Após a admissão do regulador brasileiro Anvisa de que não testou a vacina Sputnik V, a Sputnik V está iniciando um processo judicial de difamação no Brasil contra a Anvisa por espalhar informações falsas e imprecisas intencionalmente”.

O Fundo Soberano da Rússia, responsável pela coordenação do desenvolvimento da vacina russa, já havia se manifestado sobre a decisão da Anvisa, que classificou como “política e tendenciosa”. “Quando falo de política, não é nossa opinião, é fato. Os Estados Unidos disseram que queriam convencer o Brasil a não usar a vacina russa”, afirmou o CEO do fundo, Kirill Dmitriev.

Leia também: “China e Rússia espalharam fake news sobre vacinas do Ocidente”

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