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Brasil

Brasil registra aumento de 73% nos pedidos de refúgio em 2022

Cidadãos oriundos de países socialistas representam maioria nas solicitações

refugiados
Entre 2021 e 2022, foram entregues quase 22 mil pedidos de refugiados, representando um aumento de 73% | Foto: Nilton Fukuta /Estadão Conteúdo

O Brasil recebeu um total de quase 350 mil solicitações de refúgio na soma dos anos 2021 e 2022, segundo o Relatório de Dados Consolidados sobre Migração no Brasil divulgados nesta sexta-feira, 23. No período, foram entregues quase 22 mil pedidos de refugiados, representando um aumento de 73%.

Até o fim de 2022, um total de mais de 65 mil imigrantes refugiados foram reconhecidos pelo Brasil. O ano com o maior número de solicitações foi 2019, com mais de 82 mil pedidos registrados.

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No ano passado, o Brasil recebeu solicitações de imigrantes de 139 países, com a maioria vinda da Venezuela (67%). A lista seguiu com cidadãos de Cuba (10,9%) e Angola (6,8%).

No total, 54,6% dos solicitantes de refúgio em 2022 eram homens, enquanto 45,4% eram mulheres. Os venezuelanos representaram a maioria tanto entre os homens (64,4%) quanto entre as mulheres (70,2%).

Perfil de quem solicita refúgio ao Brasil

venezuelanos
Foto: Agência da ONU para Refugiados/Allana Ferreira

O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) avaliou mais de 41 mil solicitações de refúgio em 2022, provenientes de 141 países. Nesse período, mais de 5,7 mil imigrantes foram reconhecidos como refugiados.

Dos mais de 41 mil pedidos avaliados pelo Conare, cerca de 20 mil foram feitos por venezuelanos. A Região Norte concentrou a maioria das solicitações (57,8%), especialmente em Roraima (41,6%), Amazonas (11,3%) e Acre (3,3%). Roraima e Amazonas estão na fronteira do Brasil com a Venezuela.

Entre os refugiados reconhecidos em 2022, 56% eram homens e 44% eram mulheres. A faixa etária mais representativa foi de 25 a 39 anos, tanto para homens (35,9%) quanto para mulheres (31,4%).

A fundamentação mais aplicada para o reconhecimento da condição de refugiado foi a grave e generalizada violação dos direitos humanos (82,4%), seguida por questões relacionadas à opinião política (10,9%), segundo dados do Ministério da Justiça.

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