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O piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreram na queda de um avião bimotor EMB-810D em Campo Grande (MS), logo após a decolagem com destino a Três Lagoas.
O piloto Henrique Martin de Carvalho e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreram nesta sexta-feira, 3, na queda de um avião bimotor em Campo Grande (MS). Os dois eram os únicos ocupantes da aeronave, modelo EMB-810D, que desabou em uma área de mata perto do Aeroporto Santa Maria. O avião decolou por volta das 6h30 com destino ao município de Três Lagoas, na região leste do Estado.
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O piloto tentou fazer um pouso de emergência em uma pista particular logo que percebeu problemas no voo. Equipes do Corpo de Bombeiros enfrentaram estradas de terra e terrenos de difícil acesso para resgatar os corpos. Os socorristas apontam o nevoeiro espesso como o principal fator para a tragédia. A capital amanheceu coberta por uma forte neblina e temperaturas baixas devido a uma frente fria que atingiu a Região Centro-Oeste na quarta-feira, 1º.
Cientista da Alemanha estudava a fauna brasileira havia duas décadas
Lydia Möcklinghoff trabalhava no Brasil havia mais de 20 anos como especialista em biologia tropical e ecologia animal. A cientista alemã chefiava expedições para estudar o comportamento de tamanduás-bandeira no Pantanal, trabalho iniciado em Mato Grosso do Sul no ano de 2009. A zoóloga também exercia funções como jornalista de ciência e produzia documentários sobre a preservação ambiental.
Henrique de Carvalho pilotava aeronaves executivas de pequeno porte e utilizava os seus perfis na internet para publicar vídeos de rotas e rotinas de suas viagens aéreas pelo país. O profissional morava na região e deixa mulher e uma filha. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) enviou técnicos ao local para recolher os destroços e analisar os motores da aeronave.
Polícia Civil monta força-tarefa especial para apurar o acidente
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul acionou o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) para chefiar os trabalhos de perícia. O governo justificou a escolha da divisão policial devido à complexidade do caso e à estrutura do novo Núcleo de Operações Aéreas da instituição. Os policiais aguardam os laudos do Instituto de Criminalística para descobrir se houve falha mecânica ou erro humano na manobra.
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