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Em meio a calor recorde, áreas de São Paulo ficam sem água

Sabesp diz que temperaturas elevadas resultaram em aumento de 60% no consumo, e reservatórios estão no nível mais baixo em 10 anos

São Paulo
Reservatórios da Grande SP estão no nível mais baixo em dez anos I Foto: Divulgação/Sabesp

Enquanto a cidade de São Paulo vive a semana mais quente do ano, diversos bairros e cidades da região metropolitana estão sem abastecimento regular de água. Problemas como baixa pressão, água suja e fornecimento limitado a poucas horas vêm sendo registrados por moradores já há mais de dez dias.

Esse problema tem se mostrado mais grave nas periferias de São Paulo, principalmente nas regiões mais altas, onde a água chega por meio de bombas hidráulicas.

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Segundo a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), houve um aumento de 60% no consumo de água nesta semana. Essa alta, segundo a empresa, contraria as estimativas feitas para o período, que geralmente vê uma diminuição no consumo graças às programações de fim de ano.

Há também outros fatores que podem contribuir para este problema. O nível dos reservatórios que abastecem a região metropolitana é o mais baixo dos últimos dez anos, operando com 26% da capacidade. Ao fim de 2024, as reservas estavam em 48%.

O apagão que atingiu São Paulo na primeira metade deste mês também afetou a distribuição de água na capital. Isso porque o fornecimento a regiões mais altas, que dependem de energia elétrica, teve de ser interrompido por longos períodos de tempo.

São Paulo vive racionamento de água

Para a diretora de relações institucionais e sustentabilidade da Sabesp, Samanta Souza, houve “alguns percalços” no mês de dezembro que dificultaram o trabalho da companhia.

A diretora também reforçou o pedido para que os cidadãos economizem água, com prioridade para atividades básicas e de higiene pessoal. Segundo Samanta, a economia é necessária para que seja possível retomar o abastecimento adequado de regiões mais elevadas.

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“É preciso que o consumo se estabilize na base das cidades para que o topo, o alto da montanha, possa receber também a água na pressão adequada”, disse Samanta ao jornal Folha de S.Paulo.

A diretora afirmou que a Sabesp suspendeu a redução de pressão noturna em regiões periféricas de São Paulo. A medida havia sido uma determinação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e da SP Águas, em outubro deste ano, para tentar reduzir o volume retirado dos reservatórios.

Leia também: “O saneamento está prestes a ser básico”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 227 da Revista Oeste

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