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Carlos Wizard defende a entrada do setor privado na vacinação contra a covid-19

'Não se trata de furar fila. É fazer um trabalho solidário em harmonia com o Ministério da Saúde', afirmou o empresário em entrevista ao Opinião no Ar, da RedeTV!
O empresário Carlos Wizard foi entrevistado no programa <i>Opinião no Ar</i>, da RedeTV!
O empresário Carlos Wizard foi entrevistado no programa Opinião no Ar, da RedeTV! | Foto: Reprodução/YouTube

Controlador de empresas como Mundo Verde, KFC e Pizza Hut no Brasil, o empresário Carlos Wizard afirmou nesta quinta-feira, 1º, que o setor privado deveria ser autorizado a comprar e distribuir vacinas contra a covid-19. Segundo ele, seria um “trabalho solidário em harmonia com o Ministério da Saúde”, com o objetivo de acelerar a vacinação dos brasileiros em um momento delicado da pandemia no país. 

Wizard foi entrevistado no programa Opinião no Ar, exibido nesta manhã pela RedeTV!. Silvio Navarro, editor-executivo da Revista Oeste, participou da entrevista. O programa, apresentado pelo jornalista Luís Ernesto Lacombe, também contou com a participação da jornalista Amanda Klein.

Leia mais: “Luciano Hang e Carlos Wizard anunciam intenção de doar 10 milhões de doses de vacina”

O empresário criticou a lei recentemente aprovada no Congresso que permite a aquisição de doses pela iniciativa privada, mas não prevê o uso fora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do governo federal. “Por que nós, como empresários, como sociedade civil organizada, não podemos colaborar doando as vacinas para o país, para a população em geral?”, questionou Wizard. Essa lei é inócua. Ela não serve para nada, não tem utilidade nenhuma. É uma lei inconstitucional. A lei prevê que a sociedade civil organizada só pode fazer aquisição das vacinas depois que o grupo de risco de 78 milhões de risco for imunizado”, completou.

“Isso vai levar os próximos cinco meses. Nós estamos em um estado de guerra. Estamos perdendo 2 mil, 3 mil, quase 4 mil brasileiros por dia. Estamos perdendo essa guerra dentro do país. Por que não nós trabalharmos em harmonia? O SUS [Sistema Único de Saúde] priorizaria o grupo de risco e os empresários, as farmácias, o setor privado, disponibilizaria essa vacina para o restante da população. O que nós defendemos é a vida dos brasileiros. Queremos poupar vidas.” 

Wizard justificou sua posição ao alegar que “a máquina pública brasileira é extremamente lenta”. “Se o Ministério da Saúde estima que vai levar cinco meses para imunizar esse grupo, podemos entender que vai levar muito mais do que isso”, disse. “Nós ficaremos inertes, de braços cruzados, sem poder fazer nada? Negativo. A iniciativa privada tem agilidade no processo. Não se trata de furar fila. É fazer um trabalho solidário em harmonia com o Ministério da Saúde.” 

Abaixo-assinado

Como noticiamos, Wizard e o empresário Luciano Hang anunciaram, após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que pretendem comprar e doar 10 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. 

Os dois empresários lideram um grupo que lançou um abaixo-assinado para pressionar por uma mudança que permita o uso das doses dos imunizantes pela iniciativa privada. Recentemente, a Justiça Federal derrubou a obrigatoriedade de doação ao SUS de vacinas compradas por empresas.

Leia também: “Justiça derruba obrigatoriedade de doação ao SUS de vacinas compradas por instituições privadas”

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3 comentários

  1. Concordo que há logica nessa colaboração com o PNI, mas comprar de quem se o pais ja comprou mais de 500 milhões de doses e os fornecedores não tem estoque. Esses empresarios já possuem reservas em alguns laboratórios? As informações são de que a PFIZER só vendem para o governo federal. Há mercado negro nessa grave pandemia?. Concordo que quem recursos que pague a vacina e ofereça sua contribuição doando quantia equivalente ao PNI, mas não entendo aonde vão comprar. A coisa cheira mal, e não é honesto faltar com a boa informação. De quem vão comprar e receber antecipadamente àquelas compradas pelo governo federal?

    1. Exatamente. Esta é a preocupação. Para não virar um “quem pode mais chora menos”. Se querem comprar, porque não doar e usar a rede SUS para vacinar, que é tida como muito organizada e eficiente ?

    2. Talvez os entraves e burocracias do governo não permitam rápida e ágil negociação como ocorre na iniciativa privada. Esse contingente de funcionários imunizados vão liberar mais vagas para quem está utilizando o sistema público. É difícil entender isso?

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