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Brasil

A consolidação do novo jeito de acompanhar esportes

Brasileiros consomem cada vez mais canais de internet, em vez da TV

Transmissão da CazéTV na final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa, campeonato de futebol mundial
Transmissão da CazéTV na final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa | Foto: Reprodução/YouTube/@CazeTV

A transmissão da final da Copa do Mundo de Clubes da Fifa nem havia acabado e a CazéTV já anunciara seu mais forte produto para o futuro: a Copa do Mundo da Fifa, a tradicional, de seleções, de 2026.

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Ao contrário da TV Globo, que deteve o direito de apenas 52 partidas, o pacote do canal do YouTube abrange a todos os jogos da principal competição do futebol, ou seja, todos os 104 jogos. Trata-se da primeira vez, desde a Copa de 1982, na Espanha, que a Globo não fica com a transmissão completa do Mundial da Fifa.

Durante a competição de clubes deste ano, da qual o inglês Chelsea se consagrou campeão, não foi incomum ler nas redes sociais telespectadores dizerem que preferem a transmissão on-line do que na televisão, mesmo com o conhecido delay da internet. Em razão dessa demora, a transmissão da televisão é ligeiramente mais rápida do que a do YouTube, por volta de 30 segundos à frente.

Com um jeito mais leve e comunicação mais simples, a CazéTV é o maior case de um universo de vários canais de internet que rivalizam por direitos de transmissão com a TV tradicional. Considerando a Copa do Mundo de Clubes, a marca que leva o nome e conta com a participação do influenciador Casimiro Miguel teve mais de 46 milhões de dispositivos únicos no YouTube. Já a TV Globo, por sua vez, alcançou 131 milhões de brasileiros.

Outras marcas, além da CazéTV

O apresentador Benjamin Back transmitiu em seu canal no YouTube, o Canal do Benja, o Campeonato Paraense de Futebol
O apresentador Benjamin Back transmitiu em seu canal no YouTube, o Canal do Benja, o Campeonato Paraense de Futebol | Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Dessa forma, a CazéTV é o maior exemplo de canais de transmissões on-line, mas não é o único. O Brasileirão pode ser assistido na Amazon Prime Video, a Libertadores, no Paramount Plus. O efeito da internet, contudo, não se restringe às grandes competições, mas democratiza também as transmissões de competições mais modestas.

O site Metrópoles fez um acordo com a CBF para transmitir a Série D do Campeonato Brasileiro. Além disso, o Canal do Benja, do apresentador Benjamin Back, passou de graça no YouTube o Campeonato Paraense de Futebol. Os exemplos são quase infinitos.

A Oeste, Benja afirmou que vê essa democratização das transmissões como uma coisa muito importante, e quem ganha é o público, com mais opções. “ O futebol, há algum tempo, entrou num processo de elitização em todos os setores, ou seja, tiraram o povo do futebol, e tiraram o futebol do povo!”, opinou Benja.

“Hoje, se o torcedor não tiver uma condição financeira no mínimo média, ele não consegue ver o time dele no estádio, já que além do ingresso caro ele ainda precisa ser sócio-torcedor. Se ele quiser ver o time dele na TV, precisa ser assinante de uma operadora e pagar o Pay Per View. E agora no streaming ele também tem mais um custo. Quando torcedor deixou de ser torcedor para se tornar um cliente, o futebol deixou de ser um produto acessível ao povo.”

Leia mais: “Globo x YouTube: a luta da década”, artigo de Dagomir Marquezi publicado na Edição 220 da Revista Oeste

Sobre a transmissão do Campeonato Paranaense, o apresentador afirmou que, através do Canal do Benja, o produto passou a ter projeção nacional. “Montamos uma equipe pesada nessas transmissões, com Emerson Sheik, Muller, Kleber Gladiador e Wellington como comentaristas, e Rodrigo Cascino na narração”, disse. “A ideia era dar peso e relevância, tratamos o Parazão com todo respeito e nossa intenção era mostrar a força do futebol paraense para o Brasil todo! Foi uma transmissão nacional e não regional, como sempre foi.”

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3 comentários
  1. Marcio Yukio Katsuki
    Marcio Yukio Katsuki

    Somente os encéfalos esquerdistas petralhas dão audiência para a GLOBOLIXO!!

  2. RENATO
    RENATO

    Não assisto canais de concessão pública há mais de 10 anos, exceto eventos esportivos não disponíveis no streaming, como a F1 na Band.
    Assisti a copa do mundo de clubes exclusivamente na Cazé TV e foi um show! Oportunidade única de rever Romulo Mendonça e Rafael Oliveira, que já acompanhava na ESPN.
    Não suporto ouvir globais com sua soberba, arrogância e desprezo pelos demais, além de serem muito fracos em conhecimento esportivo. Não se preparam para uma transmissão, achando ter conhecimento por osmose!
    Os telejornais se tornaram palco de falatório e opiniões próprias ao invés de somente relatar o fato. Viraram discurso!
    Sem canais a cabo e streaming não existe liberdade de escolha!

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Com os avanços dos novos canais, e a expansão da internet o monopólio Globo começa a enfraquecer. Os brasileiros tem direito de escolher, e não mais viver atrelado, acorrentado a uma única opção.

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