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Comando Vermelho tortura e mata provedores de internet na Bahia

Facção carioca tem dominado territórios em várias cidades baianas

Jackson Santos Macedo, de 41 anos; Ricardo Antônio da Silva Souza, de 44 anos; e Patrick Vinícius dos Santos Horta, de 28 foram mortos por integrantes do Comando Vermelho na Bahia | Foto: Reprodução/Facebook
Jackson Santos Macedo, de 41 anos; Ricardo Antônio da Silva Souza, de 44 anos; e Patrick Vinícius dos Santos Horta, de 28 foram mortos por integrantes do Comando Vermelho na Bahia | Foto: Reprodução/Facebook

A atuação do Comando Vermelho (CV) na Bahia tem ganhado proporções assustadoras. Foi a partir de 2020 que a facção carioca passou a ter mais força e a dominar territórios em várias cidades do Estado. Em Salvador, por exemplo, o grupo criminoso invadiu favelas como Alto do Cabrito, Cosme de Farias e Complexo Nordeste de Amaralina.

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Mas o tráfico de drogas não é mais prioridade para o CV. A facção encontrou nas extorsões, no fornecimento de luz e de internet e no controle do comércio práticas mais rentáveis. Esse tipo de atuação tem causado assassinatos em várias regiões da capital baiana.

O assassinato dos trabalhadores na Bahia

Foi o que ocorreu com Ricardo Antônio da Silva Souza, de 44 anos; Jackson Santos Macedo, de 41; e Patrick Vinícius dos Santos Horta, de 28. Eles eram funcionários da empresa de internet Planet e foram torturados e assassinados na noite da última terça-feira, 16. O crime ocorreu porque o dono da companhia não pagou a propina de R$ 8 mil aos criminosos.

Um áudio veiculado pelo portal Bnews revela que o chefe dos trabalhadores recebeu vídeos no momento da tortura das vítimas, mas se recusou a pagar o valor para os criminosos.

Criminosos fizeram chamada de vídeo com dono da empresa

Na gravação, uma pessoa afirma que o dono da empresa atendeu à chamada e viu o momento em que os delinquentes arrancavam as unhas e as línguas das vítimas.

Leia mais: “Bahia sob o comando do crime”, reportagem publicada na Edição 295 da Revista Oeste

“Fizeram chamada de vídeo e mostraram o que estava acontecendo”, diz o autor do áudio. “Pediam um valor para liberar, e ele não pagou. Disse que não baixaria a cabeça para facção.”

Depois da recusa do pagamento, os três trabalhadores foram mortos a tiros. Depois do crime, funcionários de empresas de internet realizaram uma manifestação em frente à sede da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, em Salvador.

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