Comitê científico da prefeitura do Rio avalia necessidade de lockdown

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugeriu, em ofício enviado ontem ao órgão, que sejam adotadas medidas rígidas de isolamento social.
-Publicidade-
Relógios digitais informam quantidade de pessoas circulando nos bairros do Rio de Janeiro
Relógios digitais informam quantidade de pessoas circulando nos bairros do Rio de Janeiro

Reunião está prevista para ocorrer hoje à tarde ou amanhã de manhã

Relógios digitais informam quantidade de pessoas circulando nos bairros do Rio de Janeiro | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
-Publicidade-

Com a recomendação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para que sejam feitos estudos sobre a necessidade de lockdown na cidade e no estado do Rio de Janeiro, a prefeitura vai avaliar a possibilidade em reunião do comitê científico montado para a crise da covid-19.

Segundo o prefeito Marcelo Crivella, o comitê, integrado por médicos, professores universitários, diretores de hospitais, a secretária e a subsecretária de saúde e outros especialistas, deve se reunir na tarde desta quinta-feira, 7, ou amanhã.

“Até agora, o comitê, que desde o começo da pandemia tem auxiliado a prefeitura, não chegou à conclusão de que isso era necessário. Porém, nós vamos levar na próxima reunião essa recomendação e os argumentos que foram adotados pela Fiocruz. De um lado nós temos a Fiocruz, do outro temos a Firjan, a Fecomércio, a Associação de Serviços, que falam de desemprego em massa, de quebra da atividade econômica. Então a gente precisa sempre ouvir os dois lados e tomar uma decisão ponderada”, disse o prefeito.

Segundo o MPRJ, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugeriu, em ofício enviado ontem ao órgão, que sejam adotadas medidas rígidas de isolamento social.

Bloqueio na zona oeste

Nesta nesta quinta-feira, 7, começou a valer o fechamento do Calçadão de Campo Grande, na Rua Coronel Agostinho, bairro da zona oeste da cidade que apresenta o maior número de óbitos por covid-19.

Segundo o prefeito, a medida mais dura foi adotada porque os pedidos de conscientização não surtiram efeito, bem como a fiscalização do disque aglomeração.

“Desde 5h de hoje, o Calçadão de Campo Grande está interditado, sem acessos a ele de ambos os lados. Mesmo o comércio que poderia estar aberto, de atividades essenciais, está fechado. Tivemos diversas tentativas de não fechar. Porém, cada vez que íamos lá e fechávamos, e a aglomeração diminuía, tudo voltava a ser como antes, meia hora depois de nossas equipes deixarem o local”.

De acordo com Crivella, se a ação em Campo Grande não surtir efeito para minimizar a curva de contágio pelo novo coronavírus na cidade e diminuir as aglomerações, o fechamento de ruas pode ser estendido no fim de semana a Bangu e Santa Cruz, também na Zona Oeste.

O prefeito também anunciou hoje a suspensão do funcionamento de 16 das 162 feiras livres da cidade, por uma semana, segundo informações da Agência Brasil.

* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais à equipe da publicação, a outro usuário ou a qualquer grupo ou indivíduo identificado. Caso isso ocorra, nos reservamos o direito de apagar o comentário para manter um ambiente respeitoso para a discussão.

Envie um comentário

-Publicidade-
Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Payment methods
Security site
Gostou da Leitura?

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Payment methods
Security site