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Brasil tem mais de 8 milhões de analfabetos

O indicador caiu para 4,9% entre os brasileiros com 15 anos ou mais

A população brasileira ganhou o reforço de 592 mil indivíduos alfabetizados no confronto direto com os resultados do ano anterior | Foto: Evtushkova Olga/Shutterstock

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novos dados sobre a educação nacional nesta sexta-feira, 19. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Educação revelou que o Brasil reduziu o número de analfabetos para 8,4 milhões de pessoas. O indicador caiu para 4,9% entre os brasileiros com 15 anos ou mais, o menor patamar registrado desde o começo da série histórica, em 2016.

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A população brasileira ganhou o reforço de 592 mil indivíduos alfabetizados no confronto direto com os resultados do ano anterior. O IBGE classifica como alfabetizado o cidadão que consegue ler e redigir ao menos um recado simples. O índice de pessoas sem instrução básica recuou de forma constante, ao sair de 6,7% no primeiro ano do levantamento para 5,3% em 2023, até chegar ao nível atual.

População idosa comanda queda nos índices nacionais

Os idosos puxaram a melhora dos índices educacionais do país. A fatia de analfabetos com 60 anos ou mais encolheu de 20,5% para 13,8% no período analisado. Esse grupo etário ainda concentra a maior parte das pessoas sem letramento no território nacional, somando 4,8 milhões de cidadãos, o que equivale a 58% do total mapeado pelos pesquisadores.

A taxa de analfabetismo cai de forma acentuada nas faixas mais jovens da sociedade. O índice fica em 8,3% entre os cidadãos com 40 anos ou mais, passa para 5,8% na divisão a partir de 25 anos e alcança o piso de 4,9% na população geral acima de 15 anos.

Brasileiros aumentam o tempo médio dentro das escolas

Os cidadãos aumentaram também o tempo de permanência dentro das salas de aula. A média nacional subiu para 10,2 anos de estudo entre as pessoas com mais de 25 anos de idade. As mulheres lideram o ranking de escolaridade, com 10,4 anos de ensino, enquanto os homens registram a média de dez anos exatos.

A divisão por cor mostra disparidades no acesso ao ambiente escolar. Os estudantes brancos alcançaram a marca de 11,1 anos de estudo, enquanto os alunos pretos ou pardos pararam na média de 9,5 anos. A fatia de brasileiros que concluíram o ensino médio completo ou etapas superiores atingiu o recorde de 42,6% da população.

Leia também: “Alerta de frente fria no país nesta sexta-feira”

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2 comentários
  1. Ralph Rosário Solimeo
    Ralph Rosário Solimeo

    Isto, segundo os dados oficiais e sem levantar em conta os analfabetos funcionais gerados pelo metodo(?) Paulo Freire.

  2. Denis R.
    Denis R.

    O PT precisa abrir o olho… Segundo o presidente quanto mais as pessoas estudam e crescem na vida menos eles votam no partido!

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