publicidade
Brasil

Como funciona e quem pode se inscrever para 'xepa' da vacina contra a covid-19

Em São Paulo, ordem de prioridade é para profissionais de saúde e pessoas com comorbidades acima de 18 anos; é necessário ser morador da região em que se localiza a UBS

(2021.03.15) Vacinação Contra o Coronavírus, Idosos de 69 Anos, Ginásio de Esportes e UBS Vila Santa l - Prefeitura Municipal de Itapevi Foto: Felipe Barros | ExLibris | PMI

Em meio aos frequentes atrasos na chegada de insumos que possibilitem a produção de mais doses de vacinas contra a covid-19, a orientação nos postos de saúde é evitar desperdícios dos imunizantes já disponíveis. A chamada “xepa da vacina” foi autorizada pelo Ministério da Saúde e segue as diretrizes publicadas em um documento da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), segundo o qual “quando houver frasco de vacina aberto no fim do expediente, para que não haja qualquer desperdício de dose, ela deve ser aplicada”.

No dia 17 de maio, a prefeitura de São Paulo abriu um canal para que pessoas a partir de 18 anos de idade e que apresentem algum tipo de comorbidade possam se inscrever em uma lista de espera para a vacinação, a fim de se evitar o desperdício de doses. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde da capital paulista, a ordem de prioridade para essas doses remanescentes é formada, primeiro, por profissionais de saúde acima de 18 anos; em seguida, por pessoas com comorbidades também maiores de 18 anos.

Receba nossas atualizações

Leia mais: “‘Não é com lockdown que você controla a pandemia’, diz infectologista”

Entre os profissionais da saúde contemplados, estão médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, técnicos de farmácia, odontólogos, auxiliares e técnicos de saúde bucal, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, médicos veterinários e técnicos de laboratório que façam coleta de teste e análise de amostra de covid-19.

Cadastro

Para se cadastrar na “xepa da vacina” em São Paulo, além de integrar os dois grupos prioritários contemplados, é necessário ser morador da região em que se localiza a unidade de saúde — para isso, é preciso apresentar o comprovante de residência. No caso das pessoas com comorbidades, devem ser apresentados um documento de identificação (CPF ou RG, preferencialmente) e um atestado que comprove a doença, emitido no máximo há dois anos, com assinatura e número CRM do médico responsável.

Leia também: “Anvisa autoriza armazenamento da vacina da Pfizer por até 31 dias”

Os interessados em realizar o cadastro também devem fornecer um número de telefone, pois a Unidade Básica de Saúde (UBS) fará o contato ao final do dia informando que a pessoa poderá comparecer quando e se houver doses remanescentes de vacinas. As inscrições devem ser feitas presencialmente, nas próprias UBSs. São consideradas comorbidades doenças cardiovasculares, diabetes, pneumopatias crônicas, cirrose hepática, obesidade mórbida e hipertensão, entre outras (clique aqui para ver a lista completa).

Prazo de validade

Cada uma das vacinas aplicadas no Brasil contra a covid-19 — CoronaVac, Oxford/AstraZeneca e Pfizer/BioNTech — tem prazos de validade específicos após a abertura, dependendo de cada laboratório. No caso da CoronaVac, cada frasco rende dez doses e tem validade de até 8 horas.

Leia também: “Saúde anuncia chegada de mais 2,3 milhões de doses da Pfizer”

A vacina da Oxford também rende dez doses, mas a validade mudou desde que o fabricante fez algumas alterações na bula do imunizante — até então, era de 6 horas, mas agora passou para 48. A vacina da Pfizer rende dez doses e pode ser aplicada em até 6 horas.

Exatamente em função do prazo de validade maior, a vacina da Oxford não tem mais sido utilizada na “xepa” na maioria dos postos de saúde, pois pode ser aplicada normalmente no dia seguinte. Via de regra, as doses que sobram são as da CoronaVac. Mas cada município adota regras específicas, motivo pelo qual as autoridades sanitárias recomendam que os interessados entrem em contato com as UBSs antes de se deslocar para as unidades em busca das doses que sobraram.

Até esta sexta-feira, 28, segundo dados do governo do Estado de São Paulo, a capital paulista já havia aplicado 4.716.603 doses de vacinas contra a covid-19 (3.213.171 primeiras doses e 1.503.432 segundas doses). Em todo o Estado, foram aplicadas 16.207.168 doses (10.790.622 primeiras doses e 5.416.546 segundas doses).

Leia também: “Vacinas: Brasil sonha com produção nacional, mas esbarra em burocracia e falta de estrutura”

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade