Líder do governo e relator da matéria, Eduardo Gomes incluiu os militares do Amapá, Rondônia e de Roraima no projeto que reajusta o Fundo Constitucional do DF; Ministério da Economia se manifestou contra a proposta

Uma emenda ao Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 01/2020), que trata da recomposição salarial para categorias da segurança pública no Distrito Federal, quer colocar sob a responsabilidade da União o custeio das forças policiais de três estados da região norte.
Receba nossas atualizações
O líder do governo no Congresso e relator da matéria, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), incluiu no texto a possibilidade de que policiais militares da ativa, inativa, e pensionistas do ex-Territórios Federais do Amapá, Rondônia e de Roraima passariam a ser pagos pelo Fundo Constitucional do governo federal. Hoje, essas categorias são bancadas com recursos do tesouro estadual destes Estados. Em parecer prévio, o Ministério da Economia foi contra a medida.
VEJA MAIS: Coronavírus: a evolução da doença no Brasil e no mundo
O Fundo Constitucional é um montante que o governo federal passa anualmente para o Distrito Federal no intuito de custear serviços da segurança, saúde e educação na capital do país. Em 2020, o valor do Fundo ficou acima dos R$ 15 bilhões.
Pelo projeto original, enviado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso, seriam concedidos 25% de reajuste aos policiais militares e bombeiros do Distrito Federal. Já para policiais civis, o aumento é de 8%. O impacto total das medidas é calculado em R$ 505 milhões por ano, segundo o projeto. Do total, R$ 364,29 milhões referem-se aos militares e R$ 140,68 milhões, aos policiais civis.
Durante a tramitação do texto no Congresso, diversas emendas dos parlamentares pretendiam incluir os militares do Norte no mesmo pacote do Fundo Constitucional do DF, no entanto, o ministério da Economia se manifestou contrária à proposta. Apesar disso, o relator acabou inserindo esse grupo de militares no texto substitutivo ao do governo federal.
Questionado pela Oeste, se a inclusão dos militares do Norte tinha aprovação do governo federal, o senador Eduardo Gomes não se manifestou. O Ministério da Economia também não retornou aos questionamentos sobre os impactos financeiros da proposta.
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.