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Contador do filho de Lula é alvo de busca pelo Gaeco

Autoridades suspeitam que João Muniz Leite usou dinheiro do PCC para fazer apostas em loterias

João Muniz Leite, ex-contador de Lula | Foto: Reprodução/Facebook

João Muniz Leite, que atuou como contador para o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é um dos alvos da Operação Fim de Linha. A ação foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 9, pelo Grupo Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo (MPSP)

A 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da de São Paulo emitiu um mandado de busca e apreensão em busca de evidências que reforcem os indícios de que Muniz seria uma figura central na montagem do esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) através da empresa de ônibus UPBus.

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Leia também: “Contador do filho de Lula admite trabalho para traficante do PCC”

Inicialmente investigado em 2021 como parte da Operação Ataraxia, conduzida pelo Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Muniz era suspeito de ter acumulado 55 prêmios na loteria. No entanto, ao ser interrogado meses mais tarde, ele confessou ter ganhado 250 vezes em várias loterias diferentes.

De acordo com informações publicadas no jornal O Estado de S. Paulo, o número aumentou: o contador e sua mulher, Aleksandra Silveira Andriani, ganharam juntos 640 vezes nas Lotofácil, Mega Sena e Quina.

O inquérito da Polícia Federal (PF) concluiu que, no caso de Aleksandra, foram 462 prêmios entre 18 de dezembro de 2020 e 25 de novembro de 2021, recebendo R$ 2,45 milhões, após ter apostado R$ 2,14 milhões. Já o marido, de 3 de janeiro de 2019 a 17 de abril de 2021 foi agraciado com 178 vezes, auferindo R$ 17.528.815, depois de apostar R$ 381.625.

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Em junho de 2022, a 1ª Vara de Crimes Tributários determinou o bloqueio de R$ 45 milhões em imóveis e ônibus de integrantes do PCC e do contador. O bloqueio foi feito sob a suspeita de que Muniz utilizava o dinheiro dos esquemas criminosos para fazer apostas em loterias.

Em depoimento, Muniz admitiu que sua primeira aposta foi financiada por seu ex-cliente, o traficante Anselmo Becheli Santa Fausta — o “Cara Preta” — que deu aproximadamente R$ 8 mil para que eles pudessem participar de um bolão.

Durante a investigação sobre o controle do sistema de transportes pelo PCC, os investigadores encontraram evidências de uma extensa rede de negócios utilizada para lavar dinheiro do crime organizado. Essa rede envolve escritórios contábeis, agentes, fundos imobiliários, empresas de cartão de crédito e débito, além de distribuidoras de combustível.

Conexões com Lula

Lula pretende ter aliados mais preparados, tanto na campanha eleitoral quanto na Câmara dos Deputados | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Palácio do Planalto negou a relação de Lula com o contador | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por muitos anos, Muniz foi um dos homens de confiança do advogado Roberto Teixeira, o compadre de Lula, informa o Estadão. Ele também trabalhou como contador do filho do presidente Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e já prestou serviços para o próprio Lula.

O contador chegou a ser ouvido como testemunha durante a Operação Lava Jato no processo do caso do triplex do Guarujá, pelo então juiz Sergio Moro. Na ocasião, Muniz afirmou que fez a declaração de Imposto de Renda de Lula entre os anos de 2011 e 2015, no escritório de Roberto Teixeira, a quem prestou serviços por 14 anos. Muniz atuava como contador de suas empresas, que incluem um escritório de advocacia e duas firmas de administração de imóveis.

Leia também: “Elon Musk: ‘Alexandre de Moraes tirou Lula da prisão, e Lula não tomará nenhuma atitude contra ele'”

A oitiva foi pedida pelo Ministério Público Federal (MPF) na investigação sobre a possível falsificação de recibos de um imóvel vizinho ao de Lula, em São Bernardo do Campo. O contador negou que os recibos fossem falsos.

De 11 de novembro de 2019 até 31 de julho de 2023, segundo dados da Junta Comercial de São Paulo, Lulinha manteve uma de suas empresas, a G4 Entretenimento e Tecnologia Digital Ltda., registrada no mesmo endereço do escritório de Muniz, em Pinheiros, na zona oeste da capital.

A defesa de Lulinha diz que as investigações sobre Muniz nunca atingiram o filho do presidente. Já o Palácio do Planalto afirmou que Lula não tem laços com o contador, que fez apenas poucas vezes a declaração de Imposto de Renda do petista.

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7 comentários
  1. Alem Alberto Chedid
    Alem Alberto Chedid

    Que emaranhado de canos de esgoto cloacal! Só podridão e ladroagem. Um algoritmo da baixeza dessa gente repugnante.

  2. Christian
    Christian

    Aí tem coisa.
    Se remexer, além de feder, vão encontrar muito.

  3. Hermes
    Hermes

    Olhem o nível dessa adorada família, cujos adoradores acusam o Bolsonaro do que eles são. Envolvido com luladrão, PCC, Lukinha e seus negócios mágicos, e deve ter muita maracutaia nesse balaio. O crime corporativo aflora por todos os lados.

  4. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    “Diz-me com quem andas e eu te direi quem és”. Andar em más companhias é um problema que vai surgir mais cedo ou mais tarde. Nessa cesta de nomes, nem sei dizer quem é a má companhia…

  5. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Ladrão só anda com gatuno, larápío, FDP, escarrado! Grita quem é teu pai e que o Brasil responderá: FDP e LADRÃO!

  6. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Mas na campanha eleitoral de 2022 era proibido dizer que Lula tinha conexão com o PCC.

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