publicidade
Brasil

Contra a dengue, governo do Distrito Federal pede proibição de flores e vasos em cemitérios

Desde o início do ano, um total de 47 mil casos suspeitos da doença foram registrados na capital do país

Dengue DF - O objetivo é evitar a proliferação de larvas do aedes aegypti, o mosquito vetor da dengue | Foto: Reprodução/Freepik
Brasil registra aumento significativo de casos de dengue | Foto: Reprodução/Freepik

Para prevenir a dengue, o governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), pediu ao Campo da Esperança, administradora dos cemitérios da capital do país, para proibir recipientes que possam acumular água. Alguns exemplos são floreiras, vasos, flores plásticas, e outros.

Segundo o site Metrópoles, o objetivo é evitar a proliferação de larvas do Aedes aegypti, o mosquito vetor da dengue.

Receba nossas atualizações

Leia também: “MBL sugere chamar Lula de ‘genocida’ por mortes em decorrência da dengue

Conforme o ofício desta segunda-feira, 5, o secretário-executivo da Sejus, Jaime Santana de Sousa, destacou que o Distrito Federal declarou situação de emergência. O motivo é a epidemia de dengue, que causou mortes em 2024.

Leia mais: “Diagnosticado com dengue, sertanejo Zé Neto interrompe turnê”

“Ante o exposto, solicito que essa concessionária da administração dos cemitérios públicos do Distrito Federal adote todas as medidas necessárias ao combate à dengue”, pediu o secretário.

A Prefeitura do Rio de Janeiro, que também enfrenta epidemia de dengue, determinou uma medida semelhante aos cemitérios da capital federal, na última sexta-feira, 2. A capital fluminense decretou emergência em saúde pública, nesta segunda-feira, em razão do aumento de internações por suspeita de dengue.

O decreto assinado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) foi publicado no Diário Oficial do município. A prefeitura também inaugurou três de dez polos de atendimento a pacientes com a doença.

Mortes provocadas pela dengue

Somente neste ano, o Distrito Federal confirmou 11 mortes pela doença. Outros 45 óbitos ainda estão sob investigação.

Um total de 47 mil casos suspeitos de dengue foram registrados no Distrito Federal entre 1º de janeiro e 3 de fevereiro. Houve um aumento de 1 mil% em relação ao número registrado no mesmo período, em 2023, conforme dados do boletim epidemiológico desta segunda-feira.

As diferenças entre dengue, zika e chikungunya

Os três vírus são transmitidos pelo mosquito aedes aegypti, e têm maior incidência em períodos de chuva e calor, com sintomas parecidos. Febre, dor no corpo e manchas vermelhas são sintomas comuns, contudo, as doenças se diferenciam pela duração deles e o grau de complicação.

Na dengue, os sintomas duram entre dois a sete dias. Além das já mencionadas complicações, as mais frequentes são dores abdominais, desidratação intensa, problemas no fígado e neurológicos, além da dengue hemorrágica.

Dores atrás dos olhos, sangramento nas mucosas, como a boca e o nariz, também podem sinalizar a contração da doença.

Leia também: “Vacina contra a dengue: jornalista desmente ministra da Saúde”

A zika possui os mesmos sintomas da dengue, mas a infecção não costuma ser tão severa e passa de maneira mais rápida. O complicador, contudo, é se a pessoa for gestante. A doença pode prejudicar o bebê, formando microcefalia, alterações neurológicas, entre outros efeitos.

+ Leia mais notícias da Política em Oeste

No caso da zika, os sintomas tendem a durar até 15 dias. Dentre as três, é a que mais provoca dores no corpo. A chikungunya pode provocar os mesmos efeitos da zika. Esta última costuma durar entre quatro a 15 dias, podendo chegar a três meses, em casos mais graves, ou crônica, ultrapassando esse período.

O mosquito transmissor costuma se alojar em locais com lixo espalhado, águas paradas, e é favorecido pelo calor e pela chuva.

Leia também: “A política de saúde do governo federal é uma farsa”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 201 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade