Covidão: Iabas poderá ter sigilo bancário quebrado pela Alesp

Quebra do sigilo das contas utilizadas pelo instituto no Hospital do Anhembi foi protocolo pelo presidente de CPI na Alesp
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SP - CORONAVÍRUS/SP/HOSPITAL/CAMPANHA/ANHEMBI/ARQUIVO - GERAL - Atenção editor: material de 29/04/2020, referente à matéria especial realizada no     Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte da capital paulista, administrado pelo     IABAS. O hospital foi montado para tratar pacientes durante a pandemia de COVID-19,     provocado pelo Coronavírus.       29/04/2020 - Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO
SP - CORONAVÍRUS/SP/HOSPITAL/CAMPANHA/ANHEMBI/ARQUIVO - GERAL - Atenção editor: material de 29/04/2020, referente à matéria especial realizada no Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte da capital paulista, administrado pelo IABAS. O hospital foi montado para tratar pacientes durante a pandemia de COVID-19, provocado pelo Coronavírus. 29/04/2020 - Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Entidade também é investigada por contratos firmados com o Estado do Rio de Janeiro durante a pandemia

deputados
Hospital de Campanha do Anhembi | Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO
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O Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) poderá ter seu sigilo bancário e fiscal quebrado. O pedido foi protocolado na manhã desta terça-feira, 1º, pelo presidente da CPI das Quarteirizações na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado estadual Edmir Chedid (DEM). “A partir dos dados que levantarmos com essa quebra de sigilo, poderemos pedir outras. De outros CNPJs e de pessoas físicas que, porventura, tenham feito movimentações financeiras suspeitas com o Iabas”, afirma Chedid.

O alvo das investigações são as contas de um contrato celebrado entre a prefeitura da capital paulista e o Iabas para movimentar recursos na implantação e gerenciamento do Hospital de Campanha do Anhembi entre os meses de abril a agosto de 2020.

CPI das Quarteirizações na Alesp

A CPI das Quarteirizações acontece na Alesp e investiga irregularidades no uso de verbas estaduais em contratos com o terceiro setor. Entre março e agosto deste ano, “foram transferidos aproximadamente R$ 123 milhões de recursos estaduais para o Fundo Municipal de Saúde para enfrentamento da Covid-19”, esclarece o documento.

Leia também “Covidão: CPI investiga se governo de SP pagou duas vezes ao mesmo médico”

Chedid justifica o pedido de quebra de sigilo com base no depoimento dado à CPI pelo presidente do Iabas, Cláudio França. “[Ele] assumiu práticas que levantam suspeita sobre ter ocorrido duplicidade de pagamento pelos mesmos serviços, exemplo do deslocamento de profissionais de outras unidades gerenciadas pela OS [organização social] para o Hospital de Campanha do Anhembi, bem como desvio de recursos públicos do contrato firmado em São Paulo para pagamento de serviços de advocacia de interesse particular e relacionado a defesas promovidas em contratos celebrados em outro Estado”, atesta a petição do parlamentar.

A suspeita de desvios de recursos na gestão do Hospital de Campanha do Anhembi não é a primeira investigação sobre o Iabas. Conforme publicado em Oeste, o instituto também é alvo de investigações do Ministério Público Federal em contratos para a implantação de hospitais de campanha no Rio de Janeiro.

 

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