Covid-19: ‘É para ontem’, diz médico da FioCruz sobre dose de reforço em idosos

Julio Croda defende a aplicação de uma terceira dose ao mesmo tempo em que as demais faixas etárias estejam sendo vacinadas
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Foto: Adriano Ishibashi/FramePhoto/Estadão Conteúdo
Foto: Adriano Ishibashi/FramePhoto/Estadão Conteúdo

Dentre algumas perguntas ainda sem resposta sobre a vacinação contra a covid-19, uma delas é certamente sobre a necessidade ou não de uma dose de reforço. A chegada da variante delta, mais contagiosa, preocupa especialistas em razão das taxas de ocupação de UTIs e da faixa etária de hospitalizados.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o infectologista e pesquisador da FioCruz Julio Croda afirma que a cepa delta e o aumento das internações de pessoas acima de 80 anos tornam necessária a aplicação de uma dose de reforço nessa população.

“A questão da idade é para ontem, porque já estamos vendo um aumento de hospitalizações em alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, com a chegada da delta, principalmente nessa faixa etária.”

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Redução de efetividade da vacina em idosos

No início da vacinação no Brasil, por algumas semanas, a CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac e envasada pelo Instituto Butantan, foi a única opção dos brasileiros, e boa parte dos idosos com mais de 65 anos recebeu as duas doses do imunizante.

“Precisamos falar sobre a CoronaVac”, reportagem publicada na Edição 67 da Revista Oeste

Embora a CoronaVac tenha atingido eficácia geral de 50,7% para casos sintomáticos, pesquisa realizada pela Vebra Covid-19 (sigla para Vaccine Effectiveness in Brazil against covid-19), grupo que reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros, mostra uma redução na efetividade da vacina chinesa em idosos. O estudo avaliou o desempenho da vacina em pessoas de 70 anos ou mais vacinadas no Estado de São Paulo. A média de efetividade foi de 42% na totalidade do grupo e de apenas 28% nos idosos acima dos 80 anos.

“Se há agora a circulação de uma variante mais transmissível e já se observa o impacto nessa faixa etária, com as vacinas com uma efetividade menor, esse é um indicativo da necessidade de implementação de reforço o mais cedo possível”, disse o infectologista.

Terceira dose já

Croda defende a aplicação de uma terceira dose ao mesmo tempo em que as demais faixas etárias estejam sendo vacinadas:
“Mas o ideal seria garantir a segunda dose de todas as pessoas acima de 50 anos antes de começar a avançar nos mais jovens, antes da antecipação da segunda dose nos mais jovens”.

 

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6 comentários

  1. Sempre que leio sobre os relatos de tratamento dessa doença, os médicos (com M maiusculo) tem tanta segurança, os estudos, os número, tudo explicado de forma clara e objetiva. Já os “especialistas” que estáo envolvidos com viés político até as orelhas, sempre vem com a mesma cantilena… perguntas sem resposta, questões que ainda não sabemos… caramba, esses caras não fazem outra coisa a não ser se “debruçar ” sobre o assunto, mas não sabem nada além de lockdown e máscaras duplas triplas quádruplas. Mas são os que tem tantas dúvidas são os “assopradores” de opniao ao pé do ouvido de nossos adoráveis tiranetes que comandam nosso dia a dia.

    1. Esse Julio Croda é mais um dos médicos recalcados que foram enxotados do Ministério da Saúde por incompetência e má fé. Vive para se vingar. É um daqueles manipulados pelo Doria.

  2. Continuar usando essa Coronavac é perda de tempo. Já matou muita gente com mais de 80 anos, pois como mentiram ao povo, disseram que tinha 100% de eficácia contr mortes. Os idosos confiando nisso, deu o que deu. Dimas Covas divulgou fake news. Deveria ter seu registro causado.

  3. Aprofunda um pouco mais a notícia. Por exemplo: quantos paulistas foram vacinados com a coronavac? Quantos gaúchos?…. o Butatã e o Dória já tem um plano para fabricação e distribuição da vacina? Quem vai pagar e quanto? Teremos doses suficientes? Começaremos tudo de novo, filas de idosos por faixa etária e prioritários? Será fácil ou difícil aplicar a terceira dose? É possível mudar a marca da vacina, da Coronavac para a Pfizer ou Moderna? O Renan colocará em sua frente uma nova plaquinha com o número de mortos pela variante Delta e também de mortos que já tomaram as duas doses? Já sei que essas questões não interessam. Mas vá lá.

  4. Terceira dose da água salgada, ops, da vacina chinesa é mais do mesmo. Idosos e não idosos foram e são enganados pela “competente” vacina de 50,7% de eficácia. A vachina doriana. Tenha paciência! Claaaaaro que o número foi arranjado. Até hoje o Butantã deve à Anvisa informações que comprovem os números. Para um bom entendedor, certamente, o número real ficou abaixo dos 50% de eficácia exigidos pela Anvisa. Não há 3a. dose que resolva.

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