Covid-19: estudo mostra redução de hospitalizações e mortes com tratamento precoce

Entre os medicados com o protocolo, não houve registro de óbitos ou internações
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Foto: Arquivo/Agência Brasil
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Um estudo publicado na terça-feira 3 no periódico científico New Microbes and New Infections trouxe resultados animadores a respeito do tratamento precoce contra a covid-19. Não houve o registro de mortes ou hospitalizações em razão da doença entre os pacientes medicados nos primeiros sete dias de sintomas. Para os não tratados, a incidência de internações e óbitos foi de, respectivamente, 19,7% e 1,4%.

Além disso, apenas 1,6% dos curados que usaram o protocolo desenvolveram a chamada “síndrome pós-covid”. No grupo sem as medicações a proporção chegou a 85%.

O trabalho recebeu o título “Terapia precoce de COVID-19 com azitromicina mais nitazoxanida, ivermectina ou hidroxicloroquina em ambientes ambulatoriais melhorou significativamente desfechos covid-19 em comparação com desfechos conhecidos em pacientes não tratados”. Ele avaliou a utilização destes medicamentos no combate à doença, combinado com dutasterida ou espironolactona, e, quando necessário, com antitrombóticos e corticoides.

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A análise é de autoria do endocrinologista brasileiro Flávio Cadegiani e outros três médicos norte-americanos, realizada com 700 voluntários no Instituto Corpometria, em Brasília. Cerca de 30% deles tinham comorbidades e 585 receberam as medicações. Seus resultados foram comparados com informações de contaminados ao redor de todo o planeta, dispostos no banco de dados da British Medical Journal e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Cadegiani revelou que inicialmente o objetivo central não era produzir um artigo. “Nós estávamos tratando os pacientes e percebemos que os resultados dos medicados eram muito melhores que nos não medicados”, disse. “Não seria ético não compartilhar os resultados das nossas observações”. Na opinião do médico as “evidências são mais do que suficientes para justificar abordagens farmacológicas precoces para covid-19, diante da falta de outras opções terapêuticas e do inquestionável perfil de segurança das drogas utilizadas”.

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