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Criminalidade em meio à tragédia: município do RS registra onda de saques

Uma pessoa foi morta com um espeto em Arroio do Meio; outra levou tiros e está internada

Havan inundada em Lajeado
Uma loja da Havan no município de Lajeado, no Vale do Taquari, foi tomada pelas enchentes | Foto: Reprodução/Redes sociais

Os moradores da cidade de Arroio do Meio, no Vale do Taquari (RS), enfrentam a criminalidade em meio à devastação provocada pelas enchentes. Além de saques em comércios, incluindo mercados e farmácias, uma pessoa morreu depois de ser atingida por um espeto de churrasco, na quinta-feira 2.

Na sequência, na sexta-feira 3, outro cidadão levou tiros e está em atendimento hospitalar em Lajeado, cidade vizinha ao município de Arroio do Meio. As motivações por trás dos atos criminosos estão sob investigação da Polícia Civil gaúcha.

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Em resposta a esse cenário, o prefeito de Arroio do Meio, Danilo Bruxel (PP), comunicou as ocorrências à Força Tática da Brigada Militar, que atua na região. Um reforço policial chegou de Passo Fundo, norte do Estado, no sábado 4, para intensificar as operações de segurança local.

Desafios de infraestrutura e isolamento no RS

Além dos desafios relacionados à segurança, Arroio do Meio enfrenta problemas de infraestrutura significativos. O município depende de caminhões-pipa para suprimento de água e lida com a falta de energia elétrica em várias áreas.

Leia mais: “Agro do Rio Grande do Sul terá prejuízos de bilhões com chuvas no Estado”

A destruição das vias de conexão com Lajeado, inclusive da RS-130 e de parte de uma ponte de ferro histórica, severamente danificadas pelas inundações, isolou ainda mais a cidade.

Atualmente, o acesso entre Arroio do Meio e Lajeado ocorre por meio de barcos. A medida emergencial foi adotada depois dos estragos nas pontes, com embarcações fornecidas pela Defesa Civil e por voluntários. Espera-se a adição de mais barcos nesta segunda-feira, 6.

Resposta à devastação anterior

A cidade do interior gaúcho, que ainda buscava se recuperar dos impactos de enchentes anteriores ocorridas em setembro de 2023, havia inaugurado 28 unidades habitacionais temporárias, em 19 de abril. As residências serviriam a famílias desabrigadas. No momento, não foram reportados danos a essas estruturas recém-construídas.

Leia também: “Governador do RS alerta para golpes em doações para afetados pelas chuvas”

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3 comentários
  1. DONIZETE LOURENCO
    DONIZETE LOURENCO

    Criminosos não escolhem hora e lugar.
    Para eles tudo representa oportunidades.

  2. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Será que a vítima de assalto tinha registro e porte do espeto ? Vai acabar tendo que indenizar o cumpanhero que só queria tomar uma cervejinha.

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